CPI da Covid vai complicar, ainda mais, a vida de Jair Bolsonaro

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Publicado segunda-feira, 30 de agosto de 2021 as 17:42, por: CdB

Com remuneração de cerca de R$ 2 mil, ele parece ser responsável por 5% da movimentação feita pela empresa, responsável por transportar insumos, inclusive vacinas, para o Ministério da Saúde. O depoente, inicialmente, seria ouvido na quinta-feira, mas a oitiva foi antecipada em dois dias.

Por Redação – de Brasília

A CPI da Covid, na primeira reunião desta semana, receberá o motoboy Ivanildo Gonçalves da Silva, convocado por requerimento do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente. Silva é supostamente “intermediário em esquemas duvidosos da empresa VTCLog”. Seu depoimento, se ocorrer, poderá colocar o nome do presidente da República, Jair Bolsonaro, de volta ao centro dos acontecimentos.

CPI da Covid
Líderes da CPI da Covid, da esq. p/ dir., os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente; Omar Aziz (OSD-AM), presidente; e Renan Calheiros (MDB-AL), relator; além do representante da oposição, Humberto Mota (PT-PE)

Com remuneração de cerca de R$ 2 mil, ele parece ser responsável por 5% da movimentação feita pela empresa, responsável por transportar insumos, inclusive vacinas, para o Ministério da Saúde. O depoente, inicialmente, seria ouvido na quinta-feira, mas a oitiva foi antecipada em dois dias devido à sua importância, por pedido do relator, Renan Calheiros (MDB-AL).

Na última quinta-feira, o próprio Randolfe pediu proteção e garantia de vida à Polícia Federal para o motoboy. O nome dele apareceu diversas vezes no Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) como sacador de quantias consideradas atípicas das contas da empresa.

Ricardo Barros

A empresa movimentou R$ 117 milhões nos últimos dois anos. O motoboy teria sacado, em diversos momentos, o total de R$ 4,7 milhões, a maior parte em espécie. Segundo o senador, a VTCLog pode estar  “no centro dos escândalos de corrupção” no Ministério.

Nesta quarta-feira, será a vez do advogado Marcos Tolentino da Silva. A CPI tem fortes indícios de que ele é o “sócio oculto” e condutor dos negócios do FIB Bank. Tolentino é amigo do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). O FIB Bank é o famoso banco que não é banco e deu garantias em negociações de vacina contra a covid-19.

A Precisa Medicamentos pagou à empresa R$ 350 mil antecipados em meio a negociações fraudulentas da vacina indiana Covaxin. Em processo movido contra o FIB Bank, a construtora GCI se refere a Tolentino como “articulador tarimbado”.

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