CPMI das Fake News avalia pistas sobre atuação de Bolsonaro

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Publicado terça-feira, 24 de dezembro de 2019 as 13:02, por: CdB

Na volta das férias, a partir 1º de fevereiro, uma das primeiras ações do presidente da CPMI, senador Angelo Coronel (PSD-BA) será a reunião com a relatora, deputada Lídice da Mata (PSB-BA).

 

Por Redação – de Brasília

 

O depoimento da deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito CPMI das Fake News, em curso no Congresso, deixou uma série de pistas para os seus integrantes, deputados e senadores, seguirem após o recesso parlamentar. Ao denunciar a existência de uma “milícia digital”, formada por integrantes da família do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Hasselmann abriu uma fissura progressiva na base aliada ao governo.

Hasselmann alega que além de fake news, difamações também são disseminadas e que "não apanhará e ficará quieta"
Hasselmann alega que além de fake news, difamações também são disseminadas e que “não apanhará e ficará quieta”

Na volta das férias, a partir 1º de fevereiro, uma das primeiras ações do presidente da CPMI, senador Angelo Coronel (PSD-BA) será a reunião com a relatora, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), para definir se convocará para prestar depoimentos os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, além do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), segundo filho do presidente, o ’02’.

A votação dos requerimentos sobre a ida deles ao Congresso está na pauta da primeira sessão da comissão. Mas a CPMI não parece coesa nas tomadas de decisão, segundo observadores da mídia conservadora. Alguns avaliam que a comissão está fragmentada, diante de fatos ainda em progresso no Parlamento.

Gabinete

Um deles é a permanência, ou não, do deputado Eduardo Bolsonaro (SP) na liderança do PSL, a partir do ano que vem. Sem a presença dele no cargo, outros quatro aliados que integram a CPMI serão devidamente afastados o que pode alterar o equilíbrio de forças no plenário.

O estrago deixado por Hasselmann (PSL-SP) levará a CPMI, ainda, a buscar o grupo que ficou conhecido como “gabinete do ódio”, que funcionaria no Palácio do Planalto. Segundo ela, uma rede de assessores, comandada pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filhos do presidente Jair Bolsonaro, seria encarregada de promover ataques virtuais nas redes sociais contra desafetos da família e adversários do governo.

— Carlos e Eduardo são os cabeças, os mentores — afirmou a deputada aos integrantes da CPMI.

Tanto o presidente quanto seus filhos negam a existência do grupo.