Criminosos que mataram oficial da PM são identificados, diz Witzel

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Publicado quinta-feira, 25 de abril de 2019 as 13:13, por: CdB

Após ter sido reconhecido por criminosos, Galvão foi baleado. O oficial era coordenador do Programa Rio + Seguro. 

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

O governador Wilson Witzel compareceu ao enterro do capitão da Polícia Militar Anderson Azevedo Galvão, 35 anos, assassinado na terça-feira, quando cortava o cabelo em uma barbearia no bairro do Tanque, em Jacarepaguá. Após ter sido reconhecido por criminosos, Galvão foi baleado. O oficial era coordenador do Programa Rio + Seguro.

Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel

– Os bandidos já estão identificados e nós vamos prendê-los, assim como qualquer outro que desafie o Estado. Ele perdeu a sua vida defendendo a liberdade de todos nós. Ele, e tantos outros que já se foram, são hoje lembrados pela sua coragem, pela sua honra e pela dignidade de servir usando o uniforme da Polícia Militar do Rio de Janeiro – disse o governador.

O Portal dos Procurados do Disque Denúncia está oferecendo R$ 5 mil de recompensa a quem der informações sobre a morte do capitão e divulgou cartaz para ajudar a Delegacia de Homicídios da Capital e o Grupo de Investigação da Polícia Militar com informações que possam identificar e localizar os envolvidos na morte do militar.

A Delegacia de Homicídios da Capital instaurou inquérito para apurar as causas do crime. Investigações estão em andamento e os agentes buscam imagens de câmaras de segurança para identificar os autores do crime.

Com a morte do capitão Galvão chega a 19 o número de agentes de segurança mortos em 2019, sendo que, entre as vítimas, estão 17 policiais militares, um guarda municipal e um sargento da Aeronáutica.

Condenados

Cinco militares do Exército foram condenados na segunda-feira em primeira instância, a penas que variam de 5 a 16 anos de reclusão.

De acordo com denúncia do Ministério Público Militar (MPM), eles desviaram R$ 11 milhões de obras do Instituto Militar de Engenharia (IME), localizado na Urca, no Rio de Janeiro. Dois empresários também foram condenados no mesmo processo.

A sentença é assinada pelo juiz federal da Justiça Militar da União, Sidnei Carlos Moura. As investigações do MPM apontaram fraudes em um convênio firmado entre o IME e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Nos anos de 2004 e 2005, os militares atuaram administrativamente para desviar os recursos em um esquema que envolveu ainda empresas de fachada.

– Verificou-se que foram produzidos ilicitamente 88 processos licitatórios direcionados a determinado grupo de empresas, através de pagamentos antecipados, indevidos e sem a correspondente comprovação da execução dos serviços contratados, objetivando-se o efetivo desvio de recursos públicos –esclarece a sentença.

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