Crise militar reduz pressão sobre liberdade para o ex-presidente Lula

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Publicado quarta-feira, 8 de maio de 2019 as 16:06, por: CdB

Ataques do guru de Bolsonaro faz militares lembrar do respeito que havia nos governos do PT e facilitam a vida dos advogados do ex-presidente.

 

Por Redação – de Brasília

 

A crise militar instalada no país, frente a série de ataques do astrólogo Olavo de Carvalho às Forças Armadas, termina por reduzir a tensão nos quartéis diante do possível relaxamento no regime de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Maior opositor da libertação de Lula, o ex-comandante do Exército, hoje assessor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Eduardo Villas Bôas, tornou-se o alvo mais ilustre do guru da família Bolsonaro.

Bolsonaro agradeceu, pessoalmente, ao general Villas Bôas, por ter chegado à Presidência da República
Bolsonaro disse que aprova os ataques de Olavo de Carvalho ao general Villas Bôas, que garantiu a prisão de Lula e facilitou sua eleição

“Feio conflito entre ‘olavistas’ e militares. Bate boca por redes sociais com o general Villas Bôas chega a ironia da doença do ex-comandante. Depois de serem respeitados, considerados e bem tratados por oito anos durante Lula, militares são enxovalhados em quatro meses pela turma de Bolsonaro”, escreveu a presidente da legenda, deputada Gleisi Hoffmann (PR), em uma rede social.

Embora o presidente da República tenha sugerido moderação ao astrólogo, que mora no Estado norte-americano da Virgínia, seu pedido foi ignorado e as agressões a Villas Bôas se multiplicaram, nas redes sociais, ao longo dos últimos dias. Altamente conceituado junto aos militares, o ex-comandante recebeu o apoio da caserna e a temperatura interna subiu, exponencialmente.

Revolta

Uma das declarações que mais revoltou os militares foi aquela em que Carvalho afirma que Villas Bôas, que o criticara um dia antes, era “um doente preso a uma cadeira de rodas”. Apesar da evidente falta de respeito ao paciente de uma doença degenerativa, o texto foi elogiado por Jair Bolsonaro e por um dos filhos dele, Eduardo.

O ataque foi considerado por comandantes militares ainda mais ofensivo do que as agressões do astrólogo ao general Carlos Alberto dos Santos Cruz, titular da Secretaria de Governo. Ele foi chamado de ‘merda engomada’ e de ‘bosta’ pelo guru dos Bolsonaro.

A ordem em vigor, segundo o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, é o silêncio. Ele acredita que, assim, estarão controlados os níveis de revolta dos quartéis. A revolta, no entanto, chega ao segundo escalão das Forças Armadas. Em mensagens nas redes sociais, vários oficiais superiores chamavam o episódio de “favelagem”, referindo-se às agressões de Olavo de Carvalho.

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