Crivella garante que ônibus não vão paralisar frota

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Publicado sexta-feira, 27 de março de 2020 as 13:17, por: CdB

O prefeito também solicitou ao governo federal que libere o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de trabalhadores que mais sofrem financeiramente por conta da crise do novo coronavírus.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

O prefeito Marcelo Crivella, disse na quinta, após reunião com o presidente do Sindicato das Empresas de Ônibus do Município do Rio de Janeiro (Rio Ônibus), Cláudio Callak, que os ônibus não vão parar de circular nesta sexta-feira, conforme anunciado pela categoria, e que vai pedir apoio do governo federal para subsidiar os salários dos motoristas que estão sem trabalhar.

Prefeito disse que vai pedir apoio do governo federal
Prefeito disse que vai pedir apoio do governo federal

– Temos 5,5 mil ônibus na cidade e hoje estamos rodando com 2 mil porque a demanda caiu muito. Nestes 2 mil, também pedimos que as pessoas não andem em pé. Só sentados. Portanto, a rentabilidade dos ônibus caiu demais. Estes 3,5 mil ônibus que não estão rodando têm motoristas e nós precisamos pagar salário. Como o município não tem recurso, estamos pedindo ao governo federal que nos ajude nesse momento de crise devido à pandemia do novo coronavírus – disse Crivella.

O prefeito também solicitou ao governo federal que libere o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de trabalhadores que mais sofrem financeiramente por conta da crise do novo coronavírus.  A proposta é que motoristas de ônibus urbanos e dos ônibus articulados, BRT e profissionais autônomos, como taxistas, ambulantes e produtores culturais, que vivem da arte nas ruas, possam fazer o saque.

Empresários

O Rio Ônibus informou que na tarde desta quinta-feira (26), em reunião com o presidente do Sindicato das Empresas de Ônibus do Rio de Janeiro, Claudio Callak, o prefeito Marcelo Crivella se comprometeu a buscar em caráter de urgência, em Brasília, recursos para manter a operação do sistema de transporte público por ônibus funcionando na cidade.

Neste momento de baixíssima demanda por conta da recomendação de isolamento social, o sindicato, os consórcios e as empresas de ônibus estão buscando os últimos recursos para manter a operação do transporte, até a ajuda chegar.

– A pandemia do coronavirus agravou radicalmente a situação das empresas e, como vem alertando a própria NTU, entidade nacional de empresários do setor, o transporte de passageiros por ônibus, já combalido pela crise dos últimos anos, está prestes a entrar em colapso total no pais até o dia 5 de abril, caso nenhuma providência seja tomada pelos poderes públicos – disse Callak.

O empresário disse ainda que o recurso a ser aportado no transporte de passageiros por ônibus, enquanto as medidas de prevenção ao coronavírus continuarem em vigor, serão fundamentais para evitar a paralisação dos ônibus.

– Estamos vivendo um dia de cada vez. Estamos juntando os cacos de hoje para funcionar amanhã. Temos que preservar o emprego de cerca de 26 mil pais de família que, neste momento de guerra não podem parar – disse Callak.

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