Curdistão iraquiano elege novo Parlamento

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Publicado domingo, 30 de setembro de 2018 as 12:13, por: CdB

A região autônoma do Iraque realiza as primeiras eleições após plebiscito de independência que irritou Bagdá. Parceiros dos EUA na guerra contra o “Estado Islâmico”, curdos iraquianos lutam por criação de Estado próprio.

Por Redação, com DW – de Bagdá

A região autônoma do Curdistão iraquiano realiza neste domingo as primeiras eleições parlamentares depois do plebiscito de independência realizado há um ano pela região e que irritou o governo de Bagdá.

Seção eleitoral no Curdistão iraquiano

Quase de 3,1 milhões de eleitores são aptos a votar nas três províncias da área ao norte do Iraque para eleger 111 postos de deputados, dos quais 11 são reservados para as minorias étnicas e religiosas, entre elas cristãos, assírios, turcomanos e armênios.

Os centros de votação abriram às 8h (horário local), ficando abertos até as 18h, embora a Comissão Eleitoral possa estender por uma hora o período de votação.

Inicialmente previsto para final de 2017, o pleito foi adiado por causa da instabilidade política causada pela realização de um plebiscito de independência cujo resultado foi anulado pelo Tribunal Constitucional iraquiano.

Os curdos do Iraque têm sido parceiros importantes dos EUA na guerra contra o grupo jihadista “Estado islâmico” (IS) e tinham esperanças de que seu papel fosse aumentar o apoio internacional para a criação de um Estado próprio.

Mas uma votação maciça pelo “sim” no referendo para independência realizado em setembro de 2017, foi considerada ilegal pelo governo federal do Iraque. Bagdá, então, impôs sanções econômicas à região autônoma, localizada no norte do Iraque, enviando tropas para expulsar forças curdas dos campos de petróleo locais, vitais para a economia da região.

O Curdistão iraquiano viveu forte crescimento econômico após da invasão do Iraque liderada pelos EUA em 2003, que derrubou o ditador Saddam Hussein, enquanto o resto do país afundou em violência.

Mas o surgimento do EI em 2014, somado à queda dos preços do petróleo, prejudicou a até então relativamente próspera economia da região.

Desde 2014, o Curdistão iraquiano tomou emprestado mais de US$ 4 bilhões para sustentar sua economia, segundo especialistas. E antes do referendo condenado por Bagdá, a região contabilizava uma dívida de cerca de US$ 12 bilhões.

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