Custos aumentam e freiam lucratividade da Gol

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Publicado terça-feira, 9 de novembro de 2004 as 12:22, por: CdB

A Gol Linhas Aéreas Inteligentes anunciou nesta terça-feira lucro líquido de R$ 96,9 milhões para o terceiro trimestre, praticamente estável na comparação com o mesmo período de 2003, segundo critério de contábil norte-americano. Apesar de ter registrado maior receita no trimestre passado, a empresa teve alta nos custos com combustível e outras despesas operacionais.

No resultado medido pelos padrões brasileiros, o lucro da companhia no terceiro trimestre subiu para R$ 86,417 milhões, alta de 28,4%.

A companhia aérea, que opera no sistema de baixos custos e tarifas, teve receita líquida de R$ 517,2 milhões no trimestre encerrado em setembro, 28,4% acima do resultado há um ano. Apesar disso, custos com combustíveis e lubrificantes 71% maiores ajudaram a segurar o resultado positivo da empresa no mesmo patamar do ano passado. No total, incluindo gastos com contratação de novos funcionários, os custos da companhia subiram 40,4%, num momento em que os preços do petróleo quebraram a barreira dos US$ 50 o barril nos Estados Unidos.

O Ebitdar (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações e sem despesas com arrendamentos) da companhia creceu 8,4% de trimestre a trimestre, para R$ 217 milhões. Conforme o relatório financeiro da empresa, a companhia transportou 2.350 passageiros no trimestre passado, alta de 18,5% na comparação com o terceiro trimestre de 2003. A fatia da companhia no mercado doméstico, ao final de outubro, era de 22,63%, com 560 mil passageiros transportados, segundo dados divulgados na segunda-feira passada pelo Departamento de Aviação Civil.

A empresa manteve suas projeções financeiras para o ano: receita líquida de R$ 1,9 bilhão e margem Ebitdar de entre 41% e 43%. As projeções são feitas com base em aumento da frota em quatro aeronaves Boeing 737 durante o quarto trimestre, chegando a um total de 29 aeronaves ao final do ano. Esse aumento na frota permitirá o serviço a mais seis destinos, incluindo o primeiro destino internacional, Buenos Aires.

Para 2005, a empresa prevê faturamento de R$ 2,6 bilhões, com margem Ebitdar oscilando entre 39% e 41%.