Dallagnol fala a banqueiros sobre ações da Lava Jato

Arquivado em: Política, Últimas Notícias
Publicado quinta-feira, 22 de agosto de 2019 as 13:53, por: CdB

Por Redação – do Rio de Janeiro

O procurador federal Deltan Dallagnol, envolvido com o ex-juiz Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça, no escândalo que aponta a um possível conluio entre os integrantes da Operação Lava Jato, para influir no resultado das últimas eleições presidenciais, está agora diante de uma nova denúncia. Ele teria agido, segundo conteúdo vazado à agência norte-americana de notícias Intercept e ao diário conservador espanhol El País, em favor de acordos vantajosos para os maiores bancos comerciais do país.

Em outubro de 2018, Dallagnol recebeu R$ 18.088 pela palestra à Febraban sobre prevenção e combate a lavagem de dinheiro

Dallagnol proferiu palestra na Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em evento reservado para a XP Investimentos. Aparentemente, o procurador capitulou diante dos banqueiros. Horas antes da palestra para a Febraban, o procurador Deltan Dallagnol manifestou em mensagem preocupação sobre a atuação do setor bancário.

“Estou preocupado com relação aos nossos passos em relação aos bancos”, escreve ele no chat Filhos do Januario 3. “Eu acho que eles vão se mover e vão mudar nosso cenário, via lei ou regulação (Coaf, Febraban…). São muito poderosos”, acrescentou.

Faturamento

Ano passado, em 17 de outubro, Dallagnol recebeu R$ 18.088 pela palestra à Febraban sobre prevenção e combate a lavagem de dinheiro. O valor chega perto do que ganhou naquele mês inteiro de trabalho: R$ 22.432 de salário líquido, segundo o Portal da Transparência.

Em maio de 2018, o procurador já havia negociado uma palestra para CEOs e tesoureiros de grandes bancos brasileiros e internacionais, organizado pela XP Investimentos. O evento foi secreto e teve como tema “Lava Jato e eleições. A Intercept publicou que ele previa faturar R$ 400 mil com livros e palestras em 2018.

“O Banco, na verdade os bancos, faturaram muuuuuuito com as movimentações bilionárias dele”, disse o procurador Roberson Pozzobon em outra troca de mensagens com seus colegas em 16 de outubro do ano passado. Pozzobon se refere às movimentações financeiras do empresário e lobista Adir Assad, condenado por lavagem de dinheiro, acusado de envolvimento em diversos escândalos de corrupção.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *