Dança.MOV: projeto pioneiro de arte urbana começa no Rio

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Publicado segunda-feira, 12 de abril de 2021 as 10:43, por: CdB

 

Mês Internacional da Dança, comemorado no dia 29 de abril, promete fazer o Rio de Janeiro ter movimento intenso, mesmo à distância, em ritmo de contemplação, como exige esta fase da pandemia.

Por Redação – do Rio de Janeiro

Mês Internacional da Dança, comemorado no dia 29 de abril, promete fazer o Rio de Janeiro ter movimento intenso, mesmo à distância, em ritmo de contemplação, como exige esta fase da pandemia. A Burburinho Cultural, produtora com histórico de ações socioculturais e educativas no país, agita as ruas com a inauguração do Dança.MOV (site www.dancamov.com), projeto pioneiro que possibilita ao público assistir apresentações coreográficas únicas por toda a cidade.

‘Dança.MOV’, projeto pioneiro de arte urbana no Brasil

Tudo verdade. São 10 totens contendo performances coreográficas em exuberantes paisagens urbanas do Rio, que podem ser assistidas via celular ao escanear um QR-Code. Cada uma e todas elas, as performances, foram criadas e dançadas nos lugares em que estão fixados os 10 totens do Dança.MOV, no Centro, Zona Sul e Zona Norte. Centro (com destaque para a Central do Brasil), Pier Mauá, Floresta da Tijuca, Lagoa Rodrigo de Freitas, Praça XV, Arpoador, Escadaria Selarón, Pedra do Sal, Vidigal e Museu de Arte Moderna, são os cenários, ou site-specific, das atuações.

Os bailarinos

Basta se aproximar com o celular, escanear o QR-Code e pronto. Você que está ali, os artistas que dançaram naquele lugar, e a cidade emoldurada dentro e fora da tela, promovem um caleidoscópio de sensações e contaminação pela arte em quem assiste. Ora os bailarinos se relacionam com as paisagens inconfundíveis do Rio de Janeiro,  ora com a arquitetura e o concreto moderno, pés, gestos e corpos em movimento, entre o passado e o futuro. A ideia é espalhar a iniciativa por todo o Estado na próxima fase.

– O projeto foi iniciado em 2014 e gestado ao longo desse tempo, para ser lançado no momento mais propício, em que os campos da arte, do consumo digital e do vídeo estão mais próximos e produzindo mais (e novos) significados. Trata-se da primeira iniciativa no Rio de Janeiro para dança em paisagens urbanas e videodança nesse formato, com esse tipo de fruição e presença na cidade, com coreografia para site-specific, em que a dança é inspirada e filmada no local escolhido – explica o produtor Thiago Ramires, sócio de Priscila Seixas na Burburinho Cultural. E complementa: “convocamos grandes artistas da dança para essa empreitada com foco na cidade e na dança carioca, pautados pela ideia de democratizar o gênero”.

Entre os intérpretes estão artistas-criadores como Bruno Cezario, Alex Neoral, Márcio Jahú, Fabiana Nunes, Thiago Oliveira e Renato Cruz. No time da direção artística, está o coreógrafo Renato Vieira.

Intervenções coreográficas

Intervenções coreográfica

Das 10 intervenções coreográficas, a dedicada à Central do Brasil é exceção à regra, por abranger três áreas do Centro do Rio, por isso, reúne os bailarinos Bruno Cezario, Alex Neoral e Renato Cruz. Do alto de um prédio, Cezario é cercado pelas luzes e pelo trânsito do tráfego da Av. Presidente Vargas, altura da Central do Brasil. No solo, próximo ao CCBB, em outro ponto da região do Centro, Neoral executa sua performance num cruzamento de trânsito e dentro de um prédio Cruz completa a obra de arte.

Priscila Seixas, CEO da Burburinho Cultural, explica que a iniciativa visa fortalecer a relação de pertencimento entre o espectador e os criadores da dança contemporânea. “Ao afirmarmos em espaços públicos e rotineiros essa articulação da dança, vídeo e tecnologia da informação, possibilitamos uma nova percepção sobre o corpo da cidade em relação direta com o corpo do artista”, reflete. A Burburinho Cultural atua há 15 anos em todo o Brasil. Recentemente, respondeu por “Uma virada de cores”, ambicioso projeto de envolvimento de 500 jovens com oficinas de grafite que resultaram em murais pelo bairro de Heliópolis, em São Paulo.

Dança.MOVfoi contemplado pelo edital “Retomada Cultural RJ”, lançado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, através da Lei nº 14.017, de 29 de junho de 2020, Lei Aldir Blanc.

O projeto tem patrocínio da prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir Blanc e da Oi, viabilizado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, do Governo do Rio de Janeiro, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo.