Em declaração paranóica, Bolsonaro insiste em relaxar medidas de isolamento social

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Publicado segunda-feira, 30 de março de 2020 as 12:42, por: CdB

Quando perguntado sobre a posição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que estendeu o isolamento social no país para conter a propagação do coronavírus até 30 de abril, Bolsonaro afirmou que não iria discutir essa posição.

Por Redação – de Brasília

Às raias da paranóia, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reafirmou, nesta segunda-feira, sua intenção de aliviar o isolamento social no país. Temeroso de perder o cargo, após a série de denúncias que pesam contra o mandatário neofascista, no Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro disse que o atual cenário está destruindo empregos e pode levar ao caos social que permitirá a “aproveitadores chegarem ao poder e não mais sair”.

Cada vez mais preocupado com a possibilidade de ser removido do cargo, o presidente Bolsonaro quer reabrir o comércio
Cada vez mais preocupado com a possibilidade de ser removido do cargo, o presidente Bolsonaro quer reabrir o comércio

— Quando a situação vai para o caos, com desemprego em massa, fome, é um terreno fértil para aproveitadores buscarem uma maneira de chegar ao poder e não mais sair dele — disse Bolsonaro a jornalistas, à saída do Palácio da Alvorada.

Quando perguntado sobre a posição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que estendeu o isolamento social no país para conter a propagação do coronavírus até 30 de abril, Bolsonaro afirmou que não iria discutir essa posição e que o Brasil é um país diferente.

Dificuldades

Há menos de uma semana, depois de seu pronunciamento em que pediu às pessoas que voltassem ao trabalho, Bolsonaro se defendeu de críticas dizendo que sua posição estava alinhada com a do presidente norte-americano.

Ao ser questionado sobre dados que mostrariam o aumento do desemprego nessa velocidade que ele afirma e o risco de caos, Bolsonaro não respondeu e disse aos jornalistas que deveriam ir às ruas para falar com as pessoas.

— Você já foi nas ruas, foi buscar relatos de pessoas que estão passando dificuldades? — questionou, em tom exaltado, aos jornalistas em frente ao Palácio do Alvorada.

Bem tratado

Depois, pela insistência do repórter, disse que tinha levantamentos que mostrariam que a situação já havia chegado “ao limite”, sem dar quaisquer detalhes que embasasse essa afirmação.

— Queira Deus que eu esteja errado, mas eu não vou me furtar da minha responsabilidade para ser bem tratado por vocês — concluiu.

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