‘Defendemos os direitos humanos’, diz Joachim Löw ao apoiar protesto

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Publicado sexta-feira, 26 de março de 2021 as 13:45, por: CdB

 

Os jogadores da Alemanha adotaram um posicionamento importante ao mostrar apoio aos operários imigrantes que constroem os estádios da Copa do Mundo de 2022 no Qatar, e o técnico Joachim Loew disse que a seleção defende os direitos humanos, “não importa o local”.

Por Redação, com Reuters – de Berlim

Os jogadores da Alemanha adotaram um posicionamento importante ao mostrar apoio aos operários imigrantes que constroem os estádios da Copa do Mundo de 2022 no Qatar, e o técnico Joachim Loew disse que a seleção defende os direitos humanos, “não importa o local”.

Os jogadores da Alemanha adotaram um posicionamento importante ao mostrar apoio aos operários imigrantes que constroem os estádios da Copa do Mundo de 2022

A Alemanha se alinhou antes de sua primeira eliminatória do Grupo J contra a Islândia, em Duisburg, vestindo camisas com a mensagem “Direitos Humanos”.

A Noruega fez um protesto semelhante na quarta-feira antes de sua partida em Gibraltar, quando os jogadores apareceram com camisas com a mensagem “Direitos humanos, dentro e fora de campo”.

Operários imigrantes

A iniciativas vêm na esteira de uma reportagem do jornal britânico The Guardian que disse que, segundo seus cálculos, ao menos 6,5 mil operários imigrantes morreram no Qatar desde que o país conquistou o direito de sediar o Mundial de 2022, 10 anos atrás.

Loew disse que soube do plano de seus jogadores para protestar, mas que não foi a “mola propulsora”.

– Os jogadores desenharam tudo nas camisas. Era para ser o primeiro pronunciamento nosso, do time – disse. “Defendemos os direitos humanos, não importa o local. Estes são nossos valores. Portanto, foi um pronunciamento muito bom e importante.”

Ontem (25), um porta-voz do Comitê Supremo de Cumprimento e Legado, os organizadores da Copa do Mundo do Qatar, disse que “sempre foram transparentes sobre a saúde e a segurança dos operários”.

– Desde que a construção começou, em 2014, houve três fatalidades relacionadas ao trabalho e 35 mortes não relacionadas ao trabalho.