Defesa Civil avalia decretar emergência em municípios do Rio

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Publicado quinta-feira, 9 de janeiro de 2020 as 13:07, por: CdB

A Defesa Civil do Estado informou que só pode fazer este tipo de apoio quando ocorrem “eventos que extrapolam a capacidade de atuação dos municípios”.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

Agentes da Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro estão preparando ações conjuntas com as equipes dos municípios de Miguel Pereira, no centro-sul Fluminense, e Barra Mansa, na região sul do Estado, para avaliar a possibilidade de decretação de situação de emergência em caso de necessidade.

A cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, também foi atingida por fortes chuvas
A cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, também foi atingida por fortes chuvas

A Defesa Civil do Estado informou que só pode fazer este tipo de apoio quando ocorrem “eventos que extrapolam a capacidade de atuação dos municípios”. As duas cidades foram atingidas por fortes chuvas na tarde de quarta-feira.

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, programou para esta quinta-feira uma viagem aos locais atingidos. Em Barra Mansa, está prevista uma ida ao bairro Boa Sorte e à prefeitura da cidade, onde se reunirá com o prefeito Rodrigo Drable. Às 15h, Castro vai para Miguel Pereira, onde vai ver se perto a situação no Distrito de Portela e encontrar o prefeito André Português.

Petrópolis

A cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, também foi atingida na quarta-feira por fortes chuvas, e de acordo com o secretário de Defesa Civil, Paulo Renato, a previsão para esta quinta-feira é de mais 45 milímetros de chuva. Ele alertou os moradores do município a ficarem atentos. Em apenas uma hora, o pluviômetro registrou, na quarta-feira, 96,4 milímetros de chuva no bairro Bingen.

Em consequência da chuva 15 imóveis estão interditados. O corpo técnico da Defesa Civil permanece nas ruas fazendo os atendimentos.

Desde o início da chuva, de quarta, até a manhã desta quinta-feira a Secretaria de Defesa Civil e Ações Voluntárias registrou 124 ocorrências. Os desalojados estão em casas de amigos ou parentes, apesar de estar aberto o ponto de apoio na Escola Municipal Stefan Zweig. Segundo a prefeitura de Petrópolis, 33 famílias foram cadastradas pelas equipes da Secretaria de Assistência Social.

A cabeleireira Márcia Abrantes, 47 anos, disse que a chuva, que caiu na quarta-feira, durante 40 minutos, transformou a cidade em um caos. “Eu fui para o centro da cidade fazer algumas coisas e quando cheguei lá a água já estava contornando a Praça Dom Pedro. Na Rua do Imperador, em frente à Rua Teresa, estava tudo alagado, as lojas fecharam”, disse.

Segundo a cabeleireira, quando a água baixou o que restou foi muito lixo e lama nas ruas. Márcia ainda teve que enfrentar a falta de transporte para voltar para casa. “O centro da cidade ficou uma hora sem ônibus. Voltei para casa só às seis horas da noite”, disse.

A irmã da cabeleireira, que trabalha em um escritório em uma loja subterrânea, também teve transtornos. Com o transbordamento do rio que corta a cidade, a água invadiu o escritório.

Três Rios

Em Três Rios, uma mulher e dois homens ficaram feridas após a queda de uma marquise. Segundo o subsecretário de Defesa Civil do município, Arymar Magalhães Cordeiro, as vítimas foram atendidas no Hospital Nossa Senhora da Conceição, e um dos feridos terá que fazer uma cirurgia no pé, os outros foram liberados sem ferimentos graves.

A Defesa Civil tem feito o monitoramento do Rio Paraíba do Sul para definir medidas de emergência caso sejam necessárias. Na localidade de Ponto Azul, uma família foi removida por recomendação da Defesa Civil, por risco de desabamento da casa construída em área de risco.

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