Defesa de Temer tende apontar culpa exclusiva do coronel Lima

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Publicado terça-feira, 10 de julho de 2018 as 19:56, por: CdB

Os advogados de Temer trabalham com a tese na qual somente o coronel Lima seria culpado pela corrupção no setor portuário.

Por Redação – de São Paulo

Pressionado quanto à possível terceira denúncia por corrupção pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em decorrência do chamado Inquérito dos Portos, a defesa do presidente de facto, Michel Temer (MDB), tende a responsabilizar o coronel João Baptista Lima Filho pela gestão das propinas captadas, em nome do emedebista.

sócio do coronel João Batista Lima Filho, Carlos Alberto Costa, guardava em casa, dentro de um depósito e no closet de um quarto de bebê; contratos, aditivos contratuais e receitas financeiras sobre as empresas portuárias Rodrimar
Amigo de Temer, o coronel João Batista Lima Filho, poderá ser apontado como responsável por gestão de propina

Os advogados de Temer trabalham com a tese na qual somente o coronel Lima seria culpado pela corrupção no setor portuário. As empresas teriam sido beneficiadas por um decreto assinado por Temer, no ano passado.

No STF

A tese, segundo veiculado em um dos diários conservadores paulistanos, baseia-se na suposição que, embora amigos, o emedebista não pode ser responsabilizado pelos atos do coronel. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Lima atuava como arrecadador de propinas para Temer.

No Supremo Tribunal Federal (STF), no entanto, o ministro Luís Roberto Barroso, relator do inquérito dos portos, investiga se Temer recebeu propina em troca do decreto para o setor portuário.
Decreto dos portos

A Polícia Federal conseguiu mais tempo para apurar se as empresas do coronel Lima atenderam a demandas públicas e privadas de Temer.

Valores indevidos

No pedido de mais prazo, o delegado Cleyber Malta Lopes afirmava que “apesar das negativas dos servidores públicos envolvidos na sua elaboração e tramitação, há indícios robustos que diversos dispositivos inseridos no normativo, o decreto dos portos, guardam questionamentos do ponto de vista legal e até mesmo constitucional, não restando dúvidas que tais alterações pleiteadas pelas empresas, encampadas pelo ex-assessor do presidente Rodrigo Rocha Lourese editadas pelo excelentíssimo presidente Michel Temer extrapolavam a regularidade, estendendo benefícios ilegais às empresas concessionárias do setor portuário”.

Sobre as empresas supostamente beneficiadas, ele diz que “também chama atenção o fato de algumas empresas do setor terem vínculos históricos de doações eleitorais para o PMDB, assim como entregas de valores indevidos para os investigados ou, no mínimo, seus sócios afirmarem que já estiveram em reuniões com o senhor Michel Temer, a exemplo de Celso Grecco, do grupo Rodrimar, Joesley Batista, do grupo J&F, Eldorado Celulose, e Gonçalo Torrealba, do Grupo Libra, todos estes concessionários de áreas portuárias em Santos/SP”.

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