Na delação de Palocci, bancos e grupos de mídia roem as unhas

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Publicado terça-feira, 3 de julho de 2018 as 16:45, por: CdB

Assim que foram divulgadas as negociações para a delação de Palocci, em abril deste ano, as ações do banco registram queda relevante, de mais de 3%.

 

Por Redação – de São Paulo

Na delação premiada que o ex-ministro Antonio Palocci negocia com a Polícia Federal (PF), com a participação do Ministério Público Federal (MPF), as negociatas com bancos e grandes meios de comunicação estariam entre os pontos mais polêmicos, segundo apurou a reportagem do Correio do Brasil junto a fontes próximas ao processo. Palocci revelará à Justiça, ainda segundo fontes, os documentos de sua empresa, com serviços prestados a clientes, que se beneficiaram de sua posição nos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Palocci prestou serviços para grandes bancos e grupos da mídia conservadora
Palocci prestou serviços para grandes bancos e grupos da mídia conservadora

Os contratos e planilhas até então sonegadas aos investigadores tem causado pânico em corporações até agora isentas na Operação Lava Jato.

Palocci compartilhará estes dados se quiser deixar a prisão e progredir para o regime domiciliar, com o uso da tornozeleira eletrônica, conforme prevê o acordo de delação assinado por ele com a Polícia Federal, em abril. As condições foram homologado em final de junho pelo juiz João Pedro Gebran Neto, o relator da Lava-Jato na Tribunal Federal Regional da Quarta Região (TRF-IV).

Bradesco e Globo

Nas buscas realizadas nas dependências da Projeto, empresa do ex-ministro na capital paulista, ainda no ano passado, a PF encontrou apenas teclados, mouses e monitores. Os meios físicos com os dados eletrônicos não foram localizados. Questionado sobre o fato, o principal assessor de Palocci na época, Branislav Kontic, que também chegou a ficar preso em Curitiba, disse que as máquinas haviam sido substituídas por laptops novos.

As denúncias e documentos que as comprovam, então, foram fornecidos por ele para embasar possíveis novos inquéritos. No alvo, as Organizações Globo e o banco Bradesco estariam envolvidas em transações ilegais.

Assim que foram divulgadas as negociações para a delação de Palocci, em abril deste ano, as ações do banco registram queda relevante, de mais de 3%, fechando na marca negativa de 2.05% (Bradesco ON EJ N1); diante das negociações para a delação do ex-ministro, que envolveriam o banco.

Palocci está encarcerado desde setembro de 2016.

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