Desemprego se agiganta como o pior fantasma na vida dos brasileiros

Arquivado em: Comércio, Indústria, Negócios, Serviços, Últimas Notícias
Publicado terça-feira, 10 de julho de 2018 as 20:06, por: CdB

O temor é maior entre os mais jovens (entre 16 e 24 anos). Nessa faixa etária, o IMD deteriorou-se de 63,4 para 70,8 pontos entre março e junho.

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

O Brasil já acumula 13,2 milhões de desempregados no trimestre encerrado em maio, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Diante dos fatos apontados nesta e em outras pesquisas, o trabalhador brasileiro perde a esperança no futuro. A constatação está na pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta terça-feira.

O flagelo do desemprego é mais visível entre os brasileiros mais pobres
O flagelo do desemprego é mais visível entre os brasileiros mais pobres

O estudo aponta que o medo do desemprego cresceu 4,2 pontos no segundo trimestre deste ano, chegando aos 67,9 pontos, o pior resultado da série história iniciada em 1996. Segundo a CNI, o medo de perder o emprego é maior entre os homens. A alta do temor do desemprego neste grupo foi de 5,6 pontos, contra 2,8 pontos entre as mulheres.
Para o gerente-executivo de pesquisas da CNI, Renato da Fonseca, a população não está confiante na recuperação econômica e não enxerga uma reação no mercado de trabalho.

— As pessoas não visualizam isso no seu bairro, nem nas empresas em que trabalham e começam a tomar decisões que acabam por refletir em recuperação ainda mais lenta, como consumir menos — afirmou.

Ainda segundo o levantamento da CNI, o medo do desemprego é maior no Nordeste do Brasil. Ali, o índice passou de 69,3 para 74,1 pontos. A única queda foi registrada no Norte/Centro-Oeste, onde o índice recuou de 61,4 pontos para 58,6.

Faixa etária

O temor é maior entre os mais jovens (entre 16 e 24 anos). Nessa faixa etária, o IMD deteriorou-se de 63,4 para 70,8 pontos entre março e junho. Também piorou entre os mais velhos (55 anos ou mais) — de 58,9 para 67,9 pontos. A única faixa em que o IMD apresentou alguma melhora no trimestre foi entre 25 e 34 anos, ao passar de 67,6 para 66,8 pontos.

O indicador também está pior — e piorou mais em junho — entre aqueles que ganham até 1 salário mínimo (R$ 954). Nessa faixa de renda, o indicador avançou de 70 para 77,4 pontos.

Outro indicador

Ainda nesta terça-feira, o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) registrou queda em junho pela quarta vez seguida e sinaliza menor ritmo de contratação à frente diante da atividade econômica mais fraca no primeiro semestre, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, recuou 5,6 pontos e chegou a 95,5 pontos em junho, voltando ao patamar próximo ao de janeiro de 2017, quando estava em 95,6 pontos.

“A queda do IAEmp mostra a perda de confiança de uma maior geração de emprego ao longo dos próximos meses. O crescimento (econômico) está abaixo do previamente esperado e, com isso, a consequência deverá ser uma menor contratação”, disse o economista da FGV/Ibre Fernando de Holanda Barbosa Filho em nota.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *