Desemprego atinge mais os jovens durante a pandemia, constatam Ipea e IBGE

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Publicado quarta-feira, 14 de abril de 2021 as 16:14, por: CdB

Estes dados constam da Carta de Conjuntura divulgada nesta quarta-feira, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Em linha com o resultado do Ipea, a Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) do IBGE informa que o número de trabalhadores empregados é menor do que antes da pandemia. em março do ano passado.

Por Redação – de São Paulo

Os trabalhadores com idades entre 18 e 24 anos foram os mais prejudicados pela pandemia de covid-29. A taxa de desocupação subiu de 23,8% no quarto trimestre de 2019 para 29,8% no mesmo período de 2020, o que corresponde a quase 4,1 milhões de jovens à procura de emprego.

Todos os brasileiros estamos aterrorizados pelo desemprego
Todos os brasileiros estamos aterrorizados pelo desemprego

No recorte por escolaridade, o desemprego foi maior para os trabalhadores com ensino médio incompleto: alta de 18,5% para 23,7%, na mesma base de comparação. Em contrapartida, a ocupação dos que têm ensino superior continuou crescendo e houve alta de 4,7%, na comparação entre os números de trabalhadores nesta condição, nos respectivos trimestres de 2019 e 2020.

Estes dados constam da Carta de Conjuntura divulgada nesta quarta-feira, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Em linha com o resultado do Ipea, a Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informa que embora a ocupação tenha voltado a crescer após ter atingido, em julho do ano passado, o menor valor da série (80,3 milhões); em janeiro deste ano, havia 86,1 milhões de trabalhadores ocupados no país, bem abaixo do observado antes da pandemia (94 milhões em janeiro de 2020).

Inatividade

Para a economista Maria Andréia Lameiras, autora do estudo, a crise sanitária potencializou as diferenças existentes no mercado de trabalho.

— À medida que os dados das PNADs contínuas foram disponibilizados, o cenário de forte deterioração, que conjuga desemprego elevado e aumento da subocupação e do desalento, foi se tornando cada vez mais evidente, principalmente nos segmentos mais vulneráveis, os jovens e os menos escolarizados, cuja probabilidade de transitar da desocupação e da inatividade para a ocupação, que já era baixa, se tornou ainda menor — resumiu.