Desenvolvedores britânicos de vacina farão testes com 10 mil pessoas

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Publicado sexta-feira, 22 de maio de 2020 as 11:01, por: CdB

A Universidade de Oxford e a AstraZeneca planejam recrutar cerca de 10 mil adultos e crianças do Reino Unido para testes de uma vacina experimental contra coronavírus que recebeu um aporte de mais de US$ 1,2 bilhão dos Estados Unidos.

Por Redação, com Reuters – de Londres/Washington

A Universidade de Oxford e a AstraZeneca planejam recrutar cerca de 10 mil adultos e crianças do Reino Unido para testes de uma vacina experimental contra coronavírus que recebeu um aporte de mais de US$ 1,2 bilhão dos Estados Unidos na quinta-feira.

Candidata a vacina contra covid-19 em Oxford
Candidata a vacina contra covid-19 em Oxford

Nesta sexta-feira, a universidade disse que instituições parceiras de todo o Reino Unido começaram a recrutar até 10.260 adultos e crianças para ver quão bem o sistema imunológico humano reage à vacina e quão segura ela é.

Teste inicial

Um teste inicial que começou em 23 de abril já aplicou a injeção em mais de mil voluntários de idades variando entre 18 e 55 anos, e Oxford disse que as fases 2 e 3 acrescentarão pessoas de 56 anos e mais velhas, além de crianças de 5 a 12 anos.

– A velocidade com que esta nova vacina avançou para testes clínicos de fase adiantada é um testemunho da pesquisa científica pioneira de Oxford – disse Mene Pangalos, executivo da AstraZeneca.

A AstraZeneca já assinou com Reino Unido e EUA como parceiros para produzir a vacina em escala industrial, antecipando-se à confirmação de que ela funciona e é segura.

OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) trabalha ininterruptamente desde que o novo coronavírus surgiu, informando seus 194 Estados-membros sobre a evolução dos casos e fornecendo conselhos técnicos, disse o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta sexta-feira.

– A OMS trabalha dia e noite para coordenar a resposta global em todos os três níveis da organização, fornecendo consultoria técnica, catalisando solidariedade política, mobilizando recursos, coordenando recursos e muito mais – afirmou Tedros ao Conselho Executivo da OMS.

– Até o momento, foram prometidos ou recebidos quase 800 milhões de dólares frente ao apelo da OMS para programas de covid-19, deixando uma brecha de pouco mais de US$ 900 milhões – disse Tedros ao conselho de 34 membros que realizou uma sessão virtual de três horas.

Médicos dos EUA

Médicos dos Estados Unidos e outros membros da comunidade científica estão pedindo a publicação dos dados que convenceram os reguladores da área da saúde do país a autorizar o uso emergencial do medicamento antiviral remdesivir, da Gilead Sciences, para tratar a covid-19, para assim direcionar os recursos limitados para as pessoas certas.

O diretor-executivo da Vanda Pharmaceuticals, Mihael Polymeropoulos, publicou na quarta-feira uma carta aberta pedindo o download completo das conclusões dos testes que levaram à autorização emergencial do uso concedida pela Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês).

– E se o medicamento for mais indicado para pessoas no início do ciclo infeccioso? Se estivermos o administrando a pessoas com doença grave, seja por compaixão natural, podemos estar desperdiçando o remédio – disse o CEO à Reuters.

Ele disse que a Vanda, que está desenvolvendo um medicamento anti-inflamatório para a covid-19, está buscando “emprestar seu expertise”.

O uso emergencial do remdesivir aprovado pela FDA no dia 1 de maio é baseado em resultados preliminares de um teste clínico do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA (NIAID), que mostrou que o medicamento reduziu o número de diárias hospitalares em 31%, ou cerca de quatro dias, comparado com um placebo.

Nenhum outro detalhe do teste conduzido com 1.063 pacientes foi publicado. O instituto disse por email que um relatório sobre o testes seria publicado em algumas semanas. A Gilead não informou quando.

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