Desinformação pode fazer pessoas rejeitarem vacinas, diz estudo

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Publicado quinta-feira, 12 de novembro de 2020 as 13:08, por: CdB

Teorias conspiratórias e desinformação alimentam a desconfiança nas vacinas e poderiam deixar a inoculação com vacinas contra covid-19 abaixo dos níveis necessários para proteger comunidades da doença nos Estados Unidos e no Reino Unido, revelou um estudo nesta quinta-feira.

Por Redação, com Reuters – de Londres

Teorias conspiratórias e desinformação alimentam a desconfiança nas vacinas e poderiam deixar a inoculação com vacinas contra covid-19 abaixo dos níveis necessários para proteger comunidades da doença nos Estados Unidos e no Reino Unido, revelou um estudo nesta quinta-feira.

Voluntário participa de estudo com vacina, na Universidade de Maryland, em Baltimore
Voluntário participa de estudo com vacina, na Universidade de Maryland, em Baltimore

O estudo com 8 mil pessoas nos dois países mostrou que menos pessoas “certamente” receberiam uma vacina contra covid-19 do que os 55% da população que cientistas estimam ser preciso para proporcionar a chamada “imunidade de rebanho”.

– Vacinas só funcionam se as pessoas as tomam. A desinformação atua sobre os receios e incerteza existentes a respeito de novas vacinas (contra covid), além das novas plataformas que estão sendo usadas para desenvolvê-las – disse Heidi Larson, professora da Escola de Higiene e de Medicina Tropical de Londres que coliderou a pesquisa.

– Isto ameaça minar os níveis de aceitação de vacinas contra covid-19 – acrescentou ela, que também é diretora da iniciativa internacional Vaccine Confidence Project.

Resultados promissores

O estudo chega no momento em que um dos maiores esforços de criação de vacinas mostrou resultados promissores nesta semana.

Na segunda-feira, a Pfizer Inc disse que sua vacina experimental contra covid-19 tem eficácia de mais de 90% com base em dados provisórios de testes de estágio avançado. Os dados foram vistos como um passo crucial na luta para conter uma pandemia que já matou mais de 1 milhão de pessoas.