Desmatamento da Amazônia aumenta 34,4% em 2019, diz Inpe

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Publicado quarta-feira, 10 de junho de 2020 as 12:16, por: CdB

O desmatamento da floresta amazônica aumentou 34,4% no período entre agosto de 2018 e julho de 2019 na comparação com os 12 meses entre agosto de 2017 e julho de 2018, e chegou a 10.129 quilômetros quadrados, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O desmatamento da floresta amazônica aumentou 34,4% no período entre agosto de 2018 e julho de 2019 na comparação com os 12 meses entre agosto de 2017 e julho de 2018, e chegou a 10.129 quilômetros quadrados, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que apontaram o maior desmatamento anual desde 2008.

Área desmatada em São Félix do Xingu, no Pará
Área desmatada em São Félix do Xingu, no Pará

De acordo com os dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Inpe, o crescimento percentual do desmatamento foi o maior pelo menos desde o período de 2000/2001.

O período entre agosto de um ano e julho do ano seguinte é usado como o ano-calendário para medição do desmatamento.

A taxa

“A taxa consolidada de desmatamento tem um valor 3,76% acima da taxa estimada pelo Prodes em novembro de 2019, que foi de 9.762 quilômetros quadrados”, disse o Inpe em comunicado.

Os Estados de Rondônia, Maranhão e Tocantins registraram quedas no desmatamento, de 4,48%, 6,32% e 8%, respectivamente. Os demais seis Estados da região tiveram altas na perda florestal, com Roraima apontando um aumento de mais de 200%.

O Pará concentrou a maior parcela de desmatamento do período, com 41,19% do total, seguido por Mato Grosso, com 16,8%, e Amazonas, com 14,16%.

Governo Bolsonaro

Recentemente o governo do presidente Jair Bolsonaro, que vem sendo alvo de críticas dentro e fora do Brasil por sua política ambiental e pelo que críticos veem como um desmonte das ferramentas de fiscalização, ativou o Conselho da Amazônia, colocando sua coordenação sob responsabilidade do vice-presidente Hamilton Mourão.

O governo decidiu, mais uma vez, enviar as Forças Armadas para combater crimes ambientais na região a exemplo do que fez no ano passado diante das críticas internacionais por causa do aumento das queimadas na floresta.