Dia dos Namorados tende a ser apenas de ‘lembrancinhas’

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Publicado quarta-feira, 9 de junho de 2021 as 14:52, por: CdB

Segundo economistas, a data já perdia fôlego nos anos anteriores, mesmo após a retomada pós-recessão de 2014. “Tivemos um consumo andando de lado, não caiu e nem andou muito”. O carro-chefe das vendas na data é a categoria de vestuário, calçados e acessórios, que deve movimentar cerca de R$ 797 milhões neste ano.

Por Redação – de Brasília

O Dia dos Namorados, neste sábado, tende a movimentar cerca de R$ 1,8 bilhão, faturamento abaixo do observado antes da pandemia, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em 2019, a data movimentou R$ 1,87 bilhão, segundo a entidade.

O presentinho desse ano, no Dia dos Namorados, tende a ser apenas 'uma lembrancinha'
O presentinho desse ano, no Dia dos Namorados, tende a ser apenas ‘uma lembrancinha’

Ainda assim, o resultado deve ser encarado como positivo, avalia Fabio Bentes, economista da CNC. 

— É uma boa notícia visto que o comércio é um dos setores que mais enfrentam dificuldade durante a pandemia — afirma.

Segmento

Segundo o economista, a data já perdia fôlego nos anos anteriores, mesmo após a retomada pós-recessão de 2014. “Tivemos um consumo andando de lado, não caiu e nem andou muito”. O carro-chefe das vendas na data é a categoria de vestuário, calçados e acessórios, que deve movimentar cerca de R$ 797 milhões neste ano, equivalente a 44% do total.

Apesar da alta, as vendas no segmento devem ficar 12% abaixo em relação a 2019, quando movimentou R$ 904,9 milhões. No primeiro ano da pandemia, o ramo amargou perdas de 43% em relação ao ano anterior. Os presentes que mais vão sofrer neste ano são flores naturais, jóias e bijuterias e relógios de pulso, trocados pelas simples ‘lembrancinhas’.

Os produtos mais desejados tiveram impacto maior do câmbio, que teve alta de cerca de 10% no primeiro trimestre, e é justamente neste período que o varejo faz contratos de importação”, afirma o economista.

Incerteza

Já Altamiro Carvalho, assessor econômico da FecomercioSP, diz que o Dia dos Namorados deve ter um impulso devido à demanda reprimida dos consumidores, ao novo período de vigência do auxílio emergencial e à antecipação da primeira parcela do 13º salário para aposentados.

— Mesmo assim, ainda há um grau de incerteza muito grande sobre como serão os próximos meses — diz.

Lauro Pimenta, conselheiro executivo do Alobrás (Associação de Lojistas do Brás), também tem expectativas altas para o dia 12. De acordo com Pimenta, nos últimos cinco anos as vendas têm crescido de forma escalonada na região, e a data pode superar o Dia das Mães.

— No Dia das Mães deste ano estava aquele marasmo, as restrições estavam mais rígidas. O diferencial deste Dia dos Namorados é que estamos com regras mais flexíveis — conclui.

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