Diante da prisão prolongada, Palocci negocia delação e estremece a bolsa

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Publicado quinta-feira, 12 de abril de 2018 as 18:15, por: CdB

Nesta tarde, o Supremo Tribunal Federal determinou que Palocci permanecesse preso, preventivamente, o que apressou as notícias da eventual delação.

 

Por Redação – de Brasília, Curitiba e São Paulo

 

Tudo o que a alta diretoria do banco Bradesco — líder no segmento de bancos comerciais no país — queria, nesta quinta-feira, é que o dia terminasse, o mais rápido possível. Ao longo do pregão da Bolsa de Valores de São Paulo, as ações do banco registram queda relevante, de mais de 3%, fechando na marca negativa de 2.05% (Bradesco ON EJ N1); diante de uma eventual delação do ex-ministro Antonio Palocci, que poderia envolver o banco.

O ex-ministro Antonio Palocci foi condenado a 12 anos e 2 meses de reclusão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro

Nesta tarde, o Supremo Tribunal Federal determinou que o ex-ministro permanecesse preso, preventivamente, o que apressou as notícias da eventual delação. Ele está encarcerado desde setembro de 2016.

Grandes bancos

Preso pela Operação Lava-Jato, Palocci estaria em negociações avançadas com o Ministério Público Federal para um acordo de delação premiada. Segundo apurou a reportagem do Correio do Brasil, junto a advogados do réu — em caráter sigiloso — Palocci aguardava apenas o término do julgamento de seu Habeas Corpus (HC) para seguir adiante com as tratativas.

Ex-deputado, ex-prefeito e ministro dos governos petistas, em três mandatos; Palocci foi condenado a 12 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Na delação, ainda segundo apurou o CdB, ele teria prometido revelar novos nomes de clientes de sua empresa de consultoria. Dois grandes bancos, segundo ventilou a mídia conservadora, ao longo do dia, estariam na carteira do ex-ministro.

Indícios

Palocci teria, ainda, dados comprometedores sobre integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf); um dos alvos centrais da Operação Zelotes. Ele estaria disposto, ainda, a incluir dois ministros de tribunais superiores em sua delação.

Adiante, junto ao MPF, o líder petista disse, também, que ampliará os detalhes e indícios dos crimes dos quais participou ou teve conhecimento.

Além de fundador do PT, ex-prefeito de Ribeirão Preto; ex-ministro da Fazenda do governo Lula e ex-chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff; Palocci coordenou, ao longo de mais de duas décadas, as campanhas presidenciais do partido desde o final dos anos 90.

Procurada pela reportagem do CdB, a defesa de Palocci não respondeu aos recados; até o fechamento desta matéria, às 18h09 desta quinta-feira.

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