Dilma Rousseff quer aumentar credibilidade do setor de energia

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Publicado segunda-feira, 16 de junho de 2003 as 18:20, por: CdB

A ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff, apresentou nesta segunda-feira diretrizes para o novo modelo do setor de energia. Para a ministra, o que se pretende é aumentar o grau de credibilidade do investidor estrangeiro e doméstico sobre o setor elétrico, mantendo uma percepção de risco baixo.

De acordo com Rousseff, as modificações prevêem que as licitações sejam feitas pela menor tarifa. Além disso, ela sugeriu que a recapitalização das empresas de energia, durante a transição para o novo modelo, seja feita pelos próprios acionistas.

A ministra das Minas e Energia esteve no Rio para o lançamento do livro “Energia para gerações” feito pela Shell, em comemoração aos seus 90 anos.

A publicação de 90 páginas traz uma coletânea de artigos assinados por onze autores, entre eles a ministra Dilma Rousseff, o ex-ministro do Planejamento e da Casa Civil Pedro Parente e o representante do Comitê Brasileiro do Conselho Mundial de Energia, José Luiz Alquéres, que também participaram do lançamento.

O livro aborda o tema energia e suas implicações econômicas, sociais, ambientais e tecnológicas.

Para o presidente da Shell Brasil, Aldo Castelli, a idéia é de que o livro seja um elemento mobilizador em torno do qual as pessoas possam se reunir para discutir sobre as contribuições das diferentes fontes de energia, seus impactos, sua sustentabilidade e utilização para promoção do desenvolvimento econômica e social.

Durante o evento, a ministra das Minas e Energia fez uma palestra, na qual também falou sobre a recapitalização das empresas no período de transição.

– Nós achamos que uma parte da recaptalização tem que ser feita através do aporte dos próprios acionistas e, a partir daí, é possível fazer um processo de negociação -disse a ministra.

– O que eu enfatizei também é que o próprio modelo, a própria estabilidade das regras, vai permitir que as empresas tenham uma situação de acesso a crédito maior na medida em que melhorar a percepção de risco que o sistema financeiro tem sobre essa área – explicou.