“Diretas Já!”, querem os palestinos

Arquivado em: Arquivo CDB
Publicado segunda-feira, 8 de novembro de 2004 as 10:42, por: CdB

 

 A situação continua confusa e indefinida para os palestinos. O mundo aguarda ansiosamente para saber o que vai acontecer com a saúde de Iasser Arafat.

 

As informações são contraditórias. Enquanto alguns porta-vozes árabes dizem que Arafat não está em coma, fontes francesas dizem que está e que o estado é irreversível.

 

Apesar de não ser possível saber com certeza qual será o futuro do líder palestino, já se começa a desenhar os contornos do que virá a ser uma escolha para o seu sucessor.

 

A lei diz que se ele morrer ou não mais puder servir como presidente da Autoridade Palestina, o presidente do Parlamento se tornará o líder interino da ANP e eleições deverão ser realizadas em um prazo de dois meses.

 

Contudo, a hipótese de que o atual presidente do Parlamento, Rawhi Fattouh, seja autorizado a assumir a posição de liderança é bastante improvável. Ele é pouquíssimo conhecido entre os palestinos e não tem base política alguma. Seus próprios partidários o rejeitariam.

 

No sábado, Ahmed Korei, foi até a Cidade de Gaza fazer uma reunião com as principais facções palestinas. A preocupação maior foi a de conseguir uma promessa dos líderes de que não haverá levantes ou disputas violentas caso Arafat não resista e venha a falecer.

 

A idéia da maioria dos palestinos agora é ter uma eleição presidencial direta. Apesar da tradição do mundo árabe passar longe desse tipo de pleito, visto que o Islamismo não é uma religião que não permite muitos avanços democráticos.

 

Mas isso não seria totalmente uma novidade. Em 1996 diante de uma fraca oposição, Arafat venceu fácil a primeira e única eleição presidencial palestina, e seu movimento Fatah dominou as eleições parlamentares. Desde então, não ocorreu mais nenhum tipo de eleição.

 

Hoje em dia Arafat não teria essa facilidade. O momento era outro. Atualmente as insatisfações cresceram de