Disney enfrentará perguntas de Wall Street sobre impacto de covid-19

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Publicado segunda-feira, 4 de maio de 2020 as 14:09, por: CdB

Essa dimensão agora a tornou a mais vulnerável entre as empresas de mídia durante a pandemia global de coronavírus. Nesta terça-feira, Wall Street avaliará o nível do dano e procurará sinais de que a empresa atingiu o fundo e começará a se reerguer.

Por Redação, com Reuters – de Los Angeles/São Francisco

As aquisições da Walt Disney, que incluíram grande parte da 21st Century Fox no ano passado, transformaram a empresa na máquina de entretenimento mais poderosa do mundo.

Visitantes usam máscara em parque da Disney em Xangai, na China
Visitantes usam máscara em parque da Disney em Xangai, na China

Essa dimensão agora a tornou a mais vulnerável entre as empresas de mídia durante a pandemia global de coronavírus. Nesta terça-feira, Wall Street avaliará o nível do dano e procurará sinais de que a empresa atingiu o fundo e começará a se reerguer.

Com as ligas esportivas paralisadas, o canal a cabo ESPN, da Disney, recorreu à exibição de reprises de jogos antigos e uma programação alternativa, como competições de jogar pedras na água.

Os principais centros do lucro da empresa, como parques temáticos e cruzeiros, estão fechados ou ancorados. A produção de conteúdo diminuiu drasticamente, à medida que filmagens estão paralisadas e os cinemas não funcionam.

– A Disney tem um alvo nas costas como nenhuma outra empresa de mídia – disse Jessica Reif Ehrlich, analista do Bank of America Merrill Lynch. “Ela é fortemente impactada”.

Em 6 de abril, Ehrlich cortou em 15% as estimativas de receita da Disney para US$ 70,9 bilhões.

A Disney se recusou a comentar.

O balanço financeiro do segundo trimestre fiscal da empresa será divulgado na terça-feira e oferecerá a primeira avaliação dos danos causados pelo coronavírus nos negócios globais da Disney.

Analistas esperam que a Disney registre receita de US$ 17,8 bilhões no trimestre encerrado em março, um aumento de 19% em relação aos US$ 14,9 bilhões de um ano atrás, e um lucro por ação de US$ 0,89, queda de 45% em relação ao do ano anterior, de US$ 1,61 por ação.

O balanço também será a primeira vez que Bob Chapek vai encarar Wall Street. O ex-chefe dos parques da empresa assumiu o cargo de presidente-executivo em fevereiro, quando a pandemia começava a se espalhar pelo mundo. Chapek assumiu o novo papel quando Bob Iger se tornou presidente do conselho.

Os executivos enfrentarão os analistas em busca de respostas sobre como planejam sair da crise global sem precedentes.

Ehrlich e muitos outros analistas estão otimistas sobre o futuro a longo prazo da empresa. Ela é uma das 13 analistas que avaliam as ações da Disney como “compra”.

– Eles têm marcas incríveis e são extremamente bem administrados – disse Ehrlich. Quando a crise da saúde acabar e a economia se recuperar, “haverá uma demanda reprimida por esportes e experiências, parques temáticos, filmes e programas de TV”, disse ela.

Amazon terá despesa adicional

A Amazon.com alertou na semana passada que pode ter prejuízo no segundo trimestre, impactada por custos de cerca de US$ 4 bilhões relacionados à pandemia de covid-19, o que fez suas ações despencarem 5% no after-market.

A companhia tem investido pesado para enfrentar um salto na demanda online gerada pelas medidas de restrição de circulação de pessoas. A empresa afirmou anteriormente que vai contratar cerca de 175 mil funcionários, elevar o pagamento dos empregados em US$ 2 por hora e também o valor pago por hora extra, o que vai gerar despesas de quase US$ 700 milhões.

– Sob circunstâncias normais, neste segundo trimestre, nós esperaríamos ter lucro operacional de cerca de US$ 4 bilhões ou mais. Mas estas não são circunstâncias normais. Em vez disso, esperamos gastar toda essa quantia, talvez um pouco mais, em despesas relacionadas ao covid e para fazer os produtos chegarem aos clientes e para manter os funcionários seguros – disse o presidente-executivo da Amazon, Jeff Bezos.

A Amazon previu que o resultado operacional será de entre prejuízo de US$ 1,5 bilhão e lucro de US$ 1,5 bilhão no segundo trimestre. Analistas previam resultado positivo de US$ 3,8 bilhões, segundo dados da FactSet.

A Amazon previu receita líquida entre US$ 75 bilhões e US$ 81 bilhões para o segundo trimestre. O mercado esperava faturamento de US$ 77,99 bilhões, segundo a Refinitiv.

No primeiro trimestre, a receita líquida subiu de US$ 59,7 bilhões para US$ 75,45 bilhões. Analistas esperavam receita de US$ 73,6 bilhões para o período, segundo a Refinitiv.