Disparos israelenses matam palestino na fronteira de Gaza

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Publicado quinta-feira, 5 de abril de 2018 as 11:19, por: CdB

Os manifestantes pressionam por um direito de retorno para refugiados e seus descendentes para território que agora faz parte de Israel

Por Redação, com Reuters – de Gaza/Beirute:

Disparos israelenses mataram um palestino na fronteira com Gaza nesta quinta-feira e outro morreu em decorrência de ferimentos sofridos alguns dias atrás, informaram autoridades de saúde, elevando para 19 o número de palestinos mortos durante uma semana de protestos e violência.

Manifestante palestino move pneu em chamas durante confronto com soldados israelenses na fronteira entre Israel e Gaza

As Forças Armadas de Israel disseram que uma de suas aeronaves visaram um militante armado perto da cerca de segurança ao longo da Faixa de Gaza.

Dezenas de milhares de palestinos iniciaram, na última sexta-feira; protestos de duração de seis semanas em acampamentos montados ao longo da fortificada fronteira da Faixa de Gaza; um reduto de dois milhões de habitantes governado pelo grupo militante islâmico Hamas.

Os manifestantes pressionam por um direito de retorno para refugiados; e seus descendentes para território que agora faz parte de Israel.

Negociação com Israel

Qualquer gesto de negociação com Israel seria um “erro imperdoável”; disse o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei; na quarta-feira depois que o príncipe da coroa da Arábia Saudita disse que os israelenses têm direito de viver pacificamente em sua própria terra.

A Arábia Saudita, berço do islamismo e sede de seus santuários sagrados; não reconhece Israel oficialmente, mas os comentários de Mohammed bin Salman; citados pela revista norte-americana The Atlantic, foram um sinal adicional de um aparente relaxamento nos laços bilaterais.

Os comentários coincidem com um momento em que o reino majoritariamente sunita se choca com o Irã xiita em uma disputa de poder regional. Teerã e Riad apoiam lados opostos nos conflitos do Iêmen e da Síria, além de grupos políticos rivais no Iraque e no Líbano.

– Uma movimentação rumo à negociação com o regime traidor; mentiroso e opressivo (de Israel) é um erro grande, imperdoável; que pressionará para trás a vitória do povo da Palestina – disse Khamenei em um comunicado publicado em seu site oficial.

Arábia Saudita

O comunicado, que não mencionou explicitamente a Arábia Saudita; disse ser uma tarefa de todos os muçulmanos apoiar os movimentos de resistência palestinos; e prometeu manter o apoio iraniano ao grupo islâmico palestino Hamas.

Depois das colocações do príncipe da coroa, seu pai, o rei Salman; reiterou o endosso saudita a um Estado palestino.

Riad vem argumentando há tempos que a normalização dos laços com Israel está condicionada pela retirada israelense das terras capturadas na Guerra dos Seis Dias de 1967; territórios que os palestinos reivindicam para um futuro Estado.

Espaço aéreo

Mas a Arábia Saudita abriu seu espaço aéreo para um voo comercial de Israel pela primeira vez no mês passado; o que uma autoridade israelense louvou dizendo se tratar de um acontecimento histórico depois de dois anos de esforços.

Em novembro, um membro do gabinete de Israel revelou contatos sigilosos com a Arábia Saudita, um reconhecimento raro de tratativas secretas a respeito das quais se especula há tempos; mas que Riad ainda nega.

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