Disque Denúncia lança campanha contra produtos contrabandeados no Rio

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Publicado quarta-feira, 7 de agosto de 2019 as 11:33, por: CdB

A ideia é alertar a população sobre a relação entre o contrabando, o crime organizado e o aumento da violência.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

O serviço Disque Denúncia lançou nesta quarta-feira uma campanha contra o consumo de produtos contrabandeados no Estado do Rio de Janeiro. A ideia é alertar a população sobre a relação entre o contrabando, o crime organizado e o aumento da violência.

O serviço Disque Denúncia lançou nesta quarta-feira uma campanha contra o consumo de produtos contrabandeados

A campanha Outdoors da Violência será veiculada em redes sociais, emissoras de rádio e distribuição de material informativo em pontos estratégicos do estado, para conscientizar os moradores Fluminenses sobre os reflexos dessa prática e tentar combater o consumo de produtos falsificados ou que não tenham autorização para serem comercializados no Brasil.

Dados da Receita Federal apontam que, em 2018, os cigarros (29,7 milhões de unidades) se destacaram como os produtos mais contrabandeados e apreendidos no Estado, seguido por roupas (6,1 milhões) e eletrônicos (1,8 milhão).

Nos últimos três anos, o Disque Denúncia do Rio de Janeiro registrou aproximadamente 3,5 mil informações sobre falsificação e contrabando de produtos em geral.

Contrabando é crime

A campanha terá outdoors espalhados em diversos pontos com a mensagem “Contrabando é crime. E aumenta a violência que atinge você”. Além de alertar para a ilegalidade desse tipo de consumo, o Disque Denúncia também quer convidar a população a denunciar pontos de venda de produtos ilegais e fábricas clandestinas. O Disque Denúncia funciona através do telefone (21) 2253-1177.

Radiotransmissor

Uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) levou a soltura, na terça-feira, do jovem Weslley Rodrigues, de 21 anos, uma semana após sua prisão. Durante uma operação realizada no dia 30 de julho, no Complexo do Alemão, policiais atribuíram a ele a posse de um radiotransmissor que poderia ser usado para repassar informações a traficantes.

Familiares sustentam que o equipamento não pertence a Weslley e afirma que o flagrante foi forjado. Eles obtiveram apoio da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, que solicitou o alvará de soltura. A juíza Simone Rolim atendeu o pleito considerando que Weslley não possuía antecedentes criminais, tem emprego comprovado, informou endereço fixo e é estudante da rede pública de ensino. Segundo a magistrada, a liberdade do jovem não traz riscos para o andamento do processo.

“É de se mencionar que o crime de que trata a presente ação penal tem como pena mínima legalmente prevista dois anos de reclusão sendo o custodiado primário e de bons antecedentes. Não há nada mais nos autos a justificar a segregação do indiciado em cárcere”, escreveu na decisão.

Em nota, a Defensoria Pública mencionou a existência de relatos que divergem da versão policial. “Segundo testemunhas, o jovem estava conversando com um amigo da loja que fica ao lado da que ele trabalha, quando começou o tiroteio. Eles entraram para se refugiar. Na sequência, policiais entraram no estabelecimento e atribuíram a ele a posse de um radiotransmissor. Wesley teria sido agredido com um tapa na cara no momento da prisão”, diz o texto.

Para a Defensoria, a prisão foi uma medida desproporcional considerando o teor da acusação e o fato de que o jovem possui trabalho comprovado e matrícula escolar em vigência. Procurada pela Agência Brasil, a Polícia Militar não se manifestou.

O processo no qual Weslley é acusado terá prosseguimento, mas ele responderá em liberdade. Por outro lado, conforme a decisão da juíza Simone Rolim, ele terá que comparecer mensalmente à Justiça e não poderá sair do Rio sem autorização judicial.

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