Disseminação do Covid-19 esfria protestos no Chile

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Publicado segunda-feira, 23 de março de 2020 as 12:54, por: CdB

Para muitos na Plaza Italia de Santiago, o marco zero dos protestos em massa que ardem há meses no Chile, o caos parecia interminável.

Por Redação, com Reuters – de Santiago

Para muitos na Plaza Italia de Santiago, o marco zero dos protestos em massa que ardem há meses no Chile, o caos parecia interminável. Confrontos sangrentos com forças policiais, gás lacrimogêneo, vândalos encapuzados, vitrines destruídas e pichações eram acontecimentos diários.

Disseminação do coronavírus esfria protestos no Chile
Disseminação do coronavírus esfria protestos no Chile

Então o coronavírus chegou.

A praça central da cidade de 6 milhões de habitantes, batizada de “Praça da Dignidade” pela multidão de manifestantes raivosos que se reúne no local na maioria das noites e dos finais de semana, silenciou. Nas noites de sexta-feira e sábado, os poucos manifestantes remanescentes foram alvo de motoristas que gritavam para que fossem para casa.

Manifestantes

– Primeiro precisamos ficar vivos, depois continuamos tentando mudar o mundo – afirmou Enrique Cruz, vendedor de rua que disse que apoia a causa, mas admitiu que é hora de colocá-la em suspenso.

Embora o Chile ainda não tenha declarado uma interdição total, as autoridades fecharam bares, danceterias e restaurantes na semana passada. No domingo, um toque de recolher noturno entrou em vigor.

Os casos de coronavírus do Chile ultrapassaram 600 no vigésimo dia do surto, e aparentemente suplantaram da noite para o dia as discussões sobre pensões e salários defasados e o alto custo do transporte público que dominaram os debates nos últimos tempos.

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