Documento vazado da Dersa aponta para propina milionária a José Serra

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Publicado domingo, 3 de junho de 2018 as 13:55, por: CdB

Os dados constam no inquérito que investiga a ligação entre políticos tucanos e a roubalheira ocorrida durante os mandatos de Serra e Geraldo Alckmin — atual pré-candidato tucano à Presidência da República — entre outros.

Por Redação – de São Paulo

A empresa gestora das rodovias paulistas Dersa S.A., sob a gestão de Paulo Vieira de Souza — o operador de políticos do PSDB conhecido por Paulo Preto — pagou, indevidamente, R$ 191,6 milhões à Construtora Odebrecht. Teria havido um acordo estruturado para a transferência de propina ao então governador do Estado, José Serra. A denúncia consta de um documento confidencial da empresa, com data de 2009; vazado para a mídia conservadora.

José Serra, hoje senador, é citado em inquérito sobre corrupção

Os dados constam no inquérito que investiga a ligação entre políticos tucanos e a roubalheira ocorrida durante os mandatos de Serra e Geraldo Alckmin — atual pré-candidato tucano à Presidência da República — entre outros. Em valores atualizados, o desvio de recursos públicos supera os R$ 400 milhões. Na época, segundo o inquérito; a Dersa somente pagou à empreiteira após o desembolso de R$ 23,3 milhões ao hoje senador José Serra.

Suspeito

A Procuradoria-Geral do Estado, em parecer, acata a suspeita da Dersa quanto aos indícios de fraude no contrato. Os valores pagos não correspondem àqueles apurados na decisão, segundo os procuradores.

A Dersa divulgou, em nota; que “está colaborando e prestando todas as informações solicitadas pelo Ministério Público sobre o assunto, que corre em segredo de Justiça”.

A Odebrecht, também por meio de nota; afirma que “não comenta o conteúdo das colaborações individuais”, mas diz estar colaborando com a Justiça.

Por meio de sua assessoria, o senador José Serra disse que a história “é um disparate. Não faz o menor sentido”.