Dólar amplia queda contra moeda brasileira

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Publicado sexta-feira, 4 de outubro de 2019 as 13:25, por: CdB

Na mínima intradia, a cotação chegou a tocar R$ 4,0529, menor nível de meio de pregão desde 13 de setembro e pouco abaixo da média móvel de 200 dias (R$ 4,0556).

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O dólar ampliava suas perdas contra o real nesta sexta-feira, em meio a mais um dia de fraqueza da moeda norte-americana contra divisas de risco, tendo de pano de fundo dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos que reforçaram apostas de mais corte de juros pelo Federal Reserve este ano.

Na mínima intradia, a cotação chegou a tocar R$ 4,0529, menor nível de meio de pregão desde 13 de setembro
Na mínima intradia, a cotação chegou a tocar R$ 4,0529, menor nível de meio de pregão desde 13 de setembro

Por volta de 12h18, o dólar à vista cedia 0,79%, a R$ 4,0574 na venda. Na mínima intradia, a cotação chegou a tocar R$ 4,0529, menor nível de meio de pregão desde 13 de setembro e pouco abaixo da média móvel de 200 dias (R$ 4,0556), que se perdida de forma consistente tende a estimular mais vendas da moeda.

Na B3, o dólar futuro tinha queda de 0,78%, a R$ 4,0610.

A criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos foi moderada em setembro, com a taxa de desemprego caindo para perto da mínima de 50 anos de 3,5%. Analistas esperavam mais abertura de postos de trabalho e uma taxa de desemprego levemente maior.

– Em um primeiro momento, a leitura é baixista para o dólar. Há a continuidade de apostas em novos cortes de juros do Fed, que melhora a relação risco/retorno para se investir em mercados emergentes – afirmou Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora.

Outras moedas pares do real, como rand sul-africano e peso mexicano, também se valorizavam contra o dólar, em dia em geral positivo para moedas emergentes.

As atenções se voltam agora para a fala do chairman do Fed, Jerome Powell, às 15h (horário de Brasília), para mais sinais sobre o posicionamento do banco central norte-americano diante dos novos dados dos EUA.

Segundo operadores, expectativas de volta do fluxo de recursos ao país, decorrentes dos leilões de petróleo e de operações de empresas, também têm ajudado a pressionar o dólar contra o real.

Entre outubro e o início de novembro, o Brasil realizará três leilões de áreas de petróleo e gás, sendo dois no pré-sal, com expectativa de arrecadação superior a R$ 110 bilhões, caso todas as áreas sejam arrematadas.

– O mercado mensura que vai entrar bastante dólar no país, e isso reduz a necessidade de comprar do BC a preços mais pressionados – acrescentou Silva.

Nesta sessão, o Banco Central não vendeu nenhum contrato de swap reverso de oferta de até 10.500 contratos, assim como não vendeu dólares em leilão à vista, de oferta de até US$ 525 milhões. Por outro lado, a autoridade monetária colocou todos os 10.500 contratos de swap cambial tradicional ofertados para rolagem do vencimento dezembro de 2019.

A bolsa paulista mostrava o Ibovespa próximo da estabilidade nos primeiros negócios desta sexta-feira, tendo como pano de fundo um cenário relativamente positivo no exterior, com agentes financeiros analisando números do mercado de trabalho dos EUA. Às 10:08, o Ibovespa caía 0,12 %, a 101.396,89 pontos.

Wall Street

Os principais índices acionários de Wall Street subiam nesta sexta-feira, com o crescimento moderado dos empregos em setembro aliviando uma série de dados econômicos fracos desta semana, que afetaram os mercados e alimentaram preocupações de que os Estados Unidos estão entrando em uma recessão.

Às 12:11 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,64%, a 26.368 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 0,615331%, a 2.929 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançava 0,61%, a 7.921 pontos.

O Departamento do Trabalho informou que foram criados 136 mil postos de trabalho no mês passado, e a taxa de desemprego caiu para uma mínima em quase 50 anos. Ainda assim, a criação de novos empregos na indústria recuou pela primeira vez em seis meses.

As apostas de outro corte na taxa de juros pelo Federal Reserve dispararam nesta semana, com a contração na atividade industrial dos EUA, a desaceleração da contratação no setor privado e a queda na atividade do setor de serviços.

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