Dólar avança ante real com atenções voltadas para taxa de juros dos EUA

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Publicado sexta-feira, 23 de agosto de 2019 as 11:12, por: CdB

Na véspera, o dólar fechou em alta de 1,15%, a R$ 4,0776 na venda, maior patamar desde 20 de maio.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo:

O dólar valorizava-se contra o real nesta sexta-feira, depois de encerrar em seu maior patamar em três meses no dia anterior, com agentes do mercado à espera do discurso do chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, em simpósio anual de Jackson Hole, para mais sinais sobre o futuro da taxa de juros dos Estados Unidos.

Às 9:53, o dólar avançava 0,32%, a 4,0908 reais na venda.

Na véspera, o dólar fechou em alta de 1,15%, a R$ 4,0776 na venda, maior patamar desde 20 de maio.

Na véspera, o dólar fechou em alta de 1,15%, a R$ 4,0776 na venda, maior patamar desde 20 de maio.

A sessão era marcada por cautela antes do discurso de Powell, dada a incerteza em torno das declarações mistas dos membros do Conselho do Fed sobre a necessidade de mais cortes de juros.

Segundo analistas da Correparti Corretora de Câmbio, a expectativa “é que Powell mantenha a mensagem mais conservadora para os juros, principalmente após ter sido alvo de críticas feitas pelo presidente americano Donald Trump, e de ser até chamado de ‘sem noção’ pelo chefe da Casa Branca.”

Nesta sexta-feira, os juros futuros dos EUA indicavam que operadores veem quase 100% de chance de o Fed cortar juros em 0,25 ponto percentual em setembro, de 90% de chance na quinta-feira, de acordo com a ferramenta Fedwatch do CME Group.

Também corroborava para o sentimento de incerteza o anúncio da China nesta sexta-feira de que planeja aumentar as tarifas de importação sobre alguns produtos norte-americanos, além de retomar as tarifas adicionais sobre importações de automóveis e peças dos EUA.

Na cena doméstica, o BC vendeu todos os US$ 550 milhões em moeda física nesta sexta-feira e negociou ainda todos os 11 mil contratos de swap cambial reverso ofertados — nos quais assume posição comprada em dólar.

Ibovespa

A bolsa paulista começava a sexta-feira no vermelho, em meio uma nova escalada nas tensões comerciais entre os Estados Unidos e China, após Pequim anunciar tarifas retaliatórias, enquanto agentes financeiros aguardam a fala do chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, em Jackson Hole.

Às 10:13, o Ibovespa caía 1,11 %, a 98.899,15 pontos.

China

Os índices acionários da China fecharam em alta na sexta-feira e registraram a melhor semana em dois meses, com os investidores apostando em progressos nas negociações comerciais com os Estados Unidos já que os norte-americanos ainda planejam discussões presenciais no próximo mês.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,72%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,49%.

Na semana, o CSI300 avançou 3,0%, enquanto o SSEC subiu 2,6%, registrando os melhores ganhos semanais desde o final de junho.

O governo dos EUA ainda está planejando uma rodada de discussões presenciais entre autoridades norte-americanas e chinesas em setembro, após conversas construtivas nesta semana, disse na quinta-feira o assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow.

Isso aconteceu após a China dizer que espera que os EUA parem com suas ações erradas sobre as tarifas, acrescentando que qualquer nova taxa levará a uma intensificação.

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