Dólar avança em dia de maior cautela no exterior

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Publicado segunda-feira, 14 de outubro de 2019 as 13:12, por: CdB

Na sexta-feira, a moeda norte-americana à vista teve queda de 0,68%, a R$ 4,0954, na esteira de notícias de que os Estados Unidos e a China acertaram a primeira fase de um acordo.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O dólar operava em alta contra o real nesta segunda-feira, em dia de maior aversão ao risco no exterior diante de preocupações sobre o crescimento econômico global após dados fracos da China, em cenário ainda de cautela sobre as relações comerciais entre Pequim e Washington.

Às 10:26, o dólar avançava 0,67%, a R$ R$ 4,1230 na venda. Na B3, o dólar futuro tinha ganho de 0,39%, a R$ 4,128.

Na sexta-feira, a moeda norte-americana à vista teve queda de 0,68%, a R$ 4,0954
Na sexta-feira, a moeda norte-americana à vista teve queda de 0,68%, a R$ 4,0954

Na sexta-feira, a moeda norte-americana à vista teve queda de 0,68%, a R$ 4,0954, na esteira de notícias de que os Estados Unidos e a China acertaram a primeira fase de um acordo para encerrar a guerra comercial entre os dois países.

No entanto, segundo a economista-chefe da CM Capital Markets, Camila Abdelmalack, o otimismo sobre o acordo perdeu força nesta sessão, com operadores voltando a ter cautela sobre a situação.

Nesta segunda-feira, a Bloomberg informou que a China quer mais negociações já no final de outubro para definir os detalhes da “fase um” do acordo comercial esboçado por Trump, antes que o presidente chinês Xi Jinping concorde em assiná-lo.

– O acordo não deixa de ser parcial que ainda vai ser assinado. Não há 100% de certeza de que tudo vai ocorrer bem até a assinatura dele e isso traz uma certa cautela – afirmou Abdelmalack.

Adicionalmente, dados divulgados nesta segunda mostraram que a queda nas exportações da China se intensificou em setembro enquanto as importações contraíram pelo quinto mês seguido, indicando mais fraqueza na economia e destacando a necessidade de mais estímulo em meio à guerra comercial com os EUA.

Os números ajudavam a pintar um cenário de maior cautela, diante da retomada das preocupações acerca da saúde da economia global.

Na cena doméstica, o Banco Central vendeu nesta segunda-feira 2.000 contratos de swap cambial reverso, de oferta de até 10.500 contratos, e US$ 100 milhões à vista, de oferta de até US$ 525 milhões. Adicionalmente, a autarquia também ofertará contratos de swap tradicional, para rolagem do vencimento dezembro de 2019.

Ibovespa

A bolsa paulista começava a segunda-feira no vermelho, refletindo certa cautela ao noticiário sobre as negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China, com as ações da Vale entre as maiores pressões de baixa do Ibovespa, após dados de produção e venda da companhia, além de queda dos preços do minério de ferro na China.

Às 10:15, o Ibovespa caía 0,32 por cento, a 103.501,26 pontos.

Wall Street

Os principais índices acionários de Wall Street quebravam uma série de três dias consecutivos de ganhos nesta segunda-feira, ao mesmo tempo em que os contratos do petróleo despencavam 2%, com dúvidas crescentes sobre a rapidez com que um acordo comercial parcial entre Estados Unidos e China anunciado na sexta-feira pode ser selado.

Às 11:44 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,11%, a 26.847 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 0,141738%, a 2.966 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuava 0,17%, a 8.043 pontos.

As principais empresas de energia, como a Exxon Mobil e a Chevron, lideravam as perdas no S&P 500, com os preços do petróleo devolvendo os ganhos da semana passada em meio à cautela em relação a um acordo comercial.

Os índices S&P 500 e Dow Jones terminaram a sexta-feira com seu primeiro ganho semanal em um mês depois que os EUA sinalizaram que os dois lados deram um grande passo para aliviar as medidas retaliatórias que atingiram o crescimento global este ano.

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