Dólar continua a R$4 atento à cena doméstica

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Publicado terça-feira, 5 de novembro de 2019 as 13:09, por: CdB

A moeda norte-americana fechou em alta de 0,43% na véspera, a R$ 4,0121 na venda.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

Depois de começar o dia perto da estabilidade, o dólar ensaiava leve baixa frente ao real nesta terça-feira, rondando a linha dos R$ 4 no dia em que o governo apresenta propostas à economia e na véspera do aguardado leilão do pré-sal, que poderá melhorar o fluxo cambial ao país.

A moeda norte-americana fechou em alta de 0,43% na véspera, a R$ 4,0121 na venda
A moeda norte-americana fechou em alta de 0,43% na véspera, a R$ 4,0121 na venda

Às 12:14, o dólar recuava 0,17%, a R$ 4,0052 na venda. A moeda norte-americana fechou em alta de 0,43% na véspera, a R$ 4,0121 na venda. Na B3, o dólar futuro de maior liquidez registrava queda de 0,32%, a R$ 4,0050.

Os analistas observam com atenção as propostas do pacote econômico do governo, uma vez que uma aceleração da atividade é vista como crucial para uma melhora de cenário para taxa de câmbio por gerar maior atração de recursos estrangeiros e aumento da oferta de liquidez em dólar.

Com esses fatores no radar, Ricardo Gomes da Silva, da Correparti Corretora, acredita que a divisa norte-americana deve continuar próxima dos 4 reais.

No cenário externo, o dia era misto, com algumas moedas de risco em perdas e outras em alta, enquanto Wall Street se acomodava depois de sucessivos recordes.

O índice que acompanha o dólar contra as principais moedas tinha alta de 0,27%, puxado pela desvalorização do euro e do iene.

Nesta terça-feira, o Banco Central vendeu 3.500 contratos de swap cambial reverso, de oferta de até 12 mil, e US$ 175 milhões em moeda spot, de limite de até US$ 600 milhões. O BC colocou posteriormente 8.500 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento janeiro de 2020.

Ibovespa em leve queda

O Ibovespa operava em leve queda nesta terça-feira, com papéis de Itaú Unibanco contendo baixa do índice, em sessão também marcada pela entrega do pacote econômico do ministro Paulo Guedes ao Senado.

Às 11:16, o Ibovespa caía 0,15%, a 108.618,23 pontos. O volume financeiro somava R$ 3,96 bilhões.

Um pacote econômico do governo deve ser apresentado ao Senado ainda nesta terça-feira, mirando o corte de incentivos tributários e a desvinculação de recursos de fundos não constitucionais para pagamento da dívida pública, entre outras iniciativas.

Analistas da Ativa Investimentos avaliam que o pacote, apesar de essencial, dificilmente terá todas as suas medidas aprovadas ainda este ano.

Investidores também repercutem a ata do Comitê de Política Monetária, divulgada nesta terça-feira. No documento, o BC reiterou que deve cortar os juros básicos em 0,5 ponto percentual em sua próxima e última reunião do ano.

No campo internacional, fontes disseram que a China está pressionando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a remover mais tarifas impostas em setembro como parte da “fase um” de um acordo comercial entre os países.

China

Na China, os índices acionários ampliaram sua alta para a terceira sessão consecutiva nesta terça-feira, com os investidores comemorando a mais recente flexibilização de Pequim para impulsionar a economia depois que uma pesquisa privada mostrou crescimento lento no setor de serviços doméstico.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,62%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,54%.

O banco central da China cortou a taxa de juros de seu instrumento de empréstimo a médio prazo (MLF) nesta terça-feira pela primeira vez desde o início de 2016, conforme as autoridades trabalham para impulsionar uma economia em desaceleração atingida pela demanda mais fraca no país e no exterior.

O corte foi informado depois que a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do Caixin/Markit mostrou que a atividade do setor de serviços da China expandiu no ritmo mais lento em oito meses em outubro.

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