Dólar desce a ladeira após nova forte intervenção do BC

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Publicado segunda-feira, 21 de maio de 2018 as 14:09, por: CdB

Nos seis pregões anteriores, o dólar subiu e acumulou valorização de 5,44%, chegando próximo do patamar de R$ 3,80.

 

Por Redação – de São Paulo

 

O dólar tinha forte queda nesta segunda-feira e voltava a rondar o patamar de R$ 3,70 após o Banco Central reforçar ainda mais a intervenção no mercado de câmbio. A autoridade financeira do país avisa, portanto, que poderia ampliar o movimento; em meio ao cenário externo de pressão no câmbio.

dólar
O dólar perdeu força, diante das intervenções do BC no mercado de câmbio

Nos seis pregões anteriores, o dólar subiu e acumulou valorização de 5,44%, chegando próximo do patamar de R$ 3,80. Às 12h04, o dólar recuava 0,78%, a R$ 3,7103 na venda; tendo batido R$ 3,6923 na mínima do dia. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 0,75%.

“O BC, que foi bastante criticado na semana passada, mostrou as caras para tentar conter a volatilidade do dólar”, trouxe a Correparti Corretora em relatório.

Intervenções

Na noite de sexta-feira, após o fechamento dos mercados, o BC reforçou, pela segunda semana consecutiva; a atuação no mercado de câmbio. Triplicou a oferta de novos swaps cambiais e frisou que sua atuação no câmbio era separada da política monetária. E acrescentou que reservava o “direito de realizar atuações discricionárias; caso seja necessário”.

Na semana passada, o BC vendeu por dia apenas 5 mil novos swaps —equivalentes à venda futura de dólares. Nesta sessão, então, a autoridade monetária já vendeu a oferta total de até 15 mil novos swaps, totalizando US$ 2 bilhões em novos contratos.

O BC também vendeu integralmente 4.225 de swaps tradicionais para rolagem dos contratos que vencem em junho, no total de US$ 5,650 bilhões. Com isso, já rolou US$ 4,383 bilhões. Se mantiver e vender esse volume até o final do mês; terá rolado integralmente os contratos que vencem no mês que vem.

— O BC deixou novas ofertas em suspenso, o que faz o mercado acalmar um pouco — comentou o operador de uma corretora local. Ele ponderou, no entanto, que ainda era cedo para afirmar que a maior atuação terá o efeito desejado.

Cesta de moedas

Desde abril até o pregão passado, a moeda norte-americana já subiu quase US$ 0.45, ou pouco mais de 13% frente ao real; em meio à percepção de que os juros nos Estados Unidos podem subir mais intensamente do que o inicialmente previsto.

Taxas elevadas na maior economia do mundo têm potencial de atrair recursos aplicados, hoje; em outros mercados, como o brasileiro, considerados de maior risco.

No exterior, o dólar subia ante a cesta de moedas. Reflete o maior alívio de uma guerra comercial entre China e Estados Unidos; o que levou investidores a reduzirem suas posições vendidas —quando apostam na queda da divisa— em relação ao dólar.