Dólar opera em alta contra moeda brasileira

Arquivado em: Negócios, Últimas Notícias
Publicado terça-feira, 15 de outubro de 2019 as 13:20, por: CdB

Às 10:35, o dólar avançava 0,50%, a R$ 4,1491 na venda. Na B3, o dólar futuro tinha alta de 0,52%, a R$ 4,1520.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O dólar operava em alta contra o real nesta terça-feira, em meio a outro dia de incertezas no exterior, diante de preocupações sobre a saúde da economia global e sobre as relações comerciais entre Estados Unidos e China.

Às 10:35, o dólar avançava 0,50%, a R$ 4,1491 na venda. Na B3, o dólar futuro tinha alta de 0,52%, a R$ 4,1520.

Moedas emergentes pares do real operavam mistas, com o rand sul-africano registrando perdas e o peso mexicano se valorizando contra o dólar
Moedas emergentes pares do real operavam mistas, com o rand sul-africano registrando perdas e o peso mexicano se valorizando contra o dólar

– A falta de sinalizações concretas sobre o acordo comercial entre EUA e China continua a trazer incerteza. Já estamos vendo esse cenário misto nas negociações há um tempo e o mercado precisa ver um acordo com avanços substanciais para acreditar que as coisas estão andando – afirmou Alessandro Faganello, operador de câmbio da Advanced Corretora.

Nesta terça, a Bloomberg informou citando fontes que a China terá dificuldades para comprar US$ 50 bilhões em produtos agrícolas norte-americanos anualmente, a menos que os EUA removam as tarifas retaliatórias.

As moedas emergentes pares do real operavam mistas, com o rand sul-africano registrando perdas e o peso mexicano se valorizando contra o dólar.

Os temores sobre a desaceleração do crescimento global também voltaram a afetar os mercados, contribuindo para o cenário de cautela, após dados fracos de inflação da China.

O Fundo Monetário Internacional alertou que a guerra comercial entre Estados Unidos e China reduzirá o crescimento global de 2019 a seu ritmo mais lento desde a crise financeira de 2008 e 2009, de acordo com seu último relatório Perspectiva Econômica Global.

Paralelamente, o FMI também reduziu a projeção de crescimento para o Brasil em 2020 para 2% e passou a prever ainda inflação no Brasil de 3,8% em 2019 e 3,5% em 2020, ante respectivamente 3,6% e 4,1% na estimativa de abril.

“Essas projeções ajudam a afugentar o ingresso de fluxo de capital estrangeiro para o país, considerando que mais cortes de juros estão por vir, o que ajuda a pressionar a moeda local”, afirmou Faganello.

O Banco Central vendeu nesta terça-feira 2.000 contratos de swap cambial reverso, de oferta de até 10.500 contratos, e 100 milhões em dólar à vista, de oferta de até 525 milhões. Adicionalmente, a autarquia também ofertará contratos de swap tradicional, para rolagem do vencimento dezembro de 2019.

Wall Street

As bolsas de valores de Wall Street tinham um forte começo de sessão nesta terça-feira, com balanços corporativos positivos de JPMorgan Chase, UnitedHealth e Johnson & Johnson atenuando preocupações com as consequências sobre as empresas norte-americanas de uma prolongada guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Às 11:42 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 1%, a 27.054 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 0,748108%, a 2.988 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançava 1,12%, a 8.139 pontos.

As ações do JPMorgan Chase subiam 1,7%, alcançando uma máxima em três semanas, depois que a empresa superou com folga as estimativas de Wall Street para seu lucro no terceiro trimestre.

UnitedHealth Group caminhava para registrar sua melhor sessão em três anos, enquanto as ações da Johnson & Johnson miravam seu maior ganho percentual diário desde janeiro, depois que as duas empresas aumentaram suas previsões de lucro.

Essas ações estavam entre as que impulsionavam S&P 500 e Dow Jones e elevavam o setor de saúde S&P a uma máxima em três semanas. Todos os 11 principais setores do S&P tinham alta no pregão.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *