Dólar opera estável contra o real

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Publicado quinta-feira, 31 de outubro de 2019 as 14:01, por: CdB

Na sessão anterior, a moeda norte-americana encerrou em queda de 0,40% no mercado à vista, a R$ 3,9873 na venda.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O dólar operava próximo à estabilidade contra o real nesta quinta-feira, ainda abaixo do nível de R$ 4, em sessão marcada por volatilidade, um dia depois de os bancos centrais do Brasil e Estados Unidos cortes suas taxas básicas de juros em suas reuniões de política monetária.

Às 10:27, o dólar avançava 0,05%, a R$ 3,9894 na venda. Na sessão anterior, a moeda norte-americana encerrou em queda de 0,40% no mercado à vista, a R$ 3,9873 na venda.

Às 10:27 desta quinta-feira, a moeda norte-americana avançava 0,05%, a R$ 3,9894 na venda
Às 10:27 desta quinta-feira, a moeda norte-americana avançava 0,05%, a R$ 3,9894 na venda

– A grande volatilidade da sessão se deve à formação da Ptax no último pregão do mês e, pelo menos até as 13h, o mercado tende a oscilar bastante – afirmou Alessandro Faganello, operador de câmbio da Advanced Corretora.

A briga pela Ptax acontece na esteira de o Banco Central ter reduzido na quarta-feira a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, a 5% ao ano, indicando com clareza que deverá repetir a dose em sua próxima decisão, em meio a um quadro de fraqueza na economia e baixa inflação.

A próxima e última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) deste ano acontece em 10 e 11 de dezembro. Com a nova tesourada, a Selic fecharia 2019 em 4,5%.

Paralelamente, os investidores se mantinham atentos ao cenário externo, monitorando os desenvolvimentos das relações entre EUA e China, um dia depois do Federal Reserve reduzir sua taxa de juros pela terceira vez no ano, sinalizando que deixará agora os custos dos empréstimos onde estão, a menos que o cenário piore.

– Por enquanto, esse pode realmente ter sido o último corte, mas eles não sabem o que vai acontecer no meio do caminho, principalmente se tratando das relações comerciais EUA-China – afirmou Faganello.

As questões envolvendo a saída do Reino Unido da União Europeia também permaneciam no radar, com duas pesquisas apontando que o Partido Conservador do premiê britânico, Boris Johnson, lidera as intenções de voto com uma margem de 15 a 17 pontos percentuais em relação ao opositor Partido Trabalhista.

O quadro, no entanto, era mais negativo para moedas emergentes pares do real, como rand sul-africano e peso mexicano, enquanto o índice do dólar, que compara a moeda contra uma cesta de moedas, tinha queda de 0,35%.

Wall Street

Às 11:42 (horário de Brasília), o índice FTSEEurofirst 300 caía 0,43%, a 1.558 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdia 0,36%, a 397 pontos.

Autoridades chinesas têm dúvidas sobre se é possível chegar a um acordo comercial de longo prazo abrangente com Washington e o presidente dos EUA, Donald Trump, informou a Bloomberg mais cedo nesta quinta-feira.

– Esta manchete (sobre comércio) está dando aos investidores uma razão para tirar os lucros da mesa – disse Peter Cardillo, economista-chefe de mercado da Spartan Capital Securities.

O setor industrial, sensível ao comércio, recuava 0,86%. Os fabricantes de chips, que têm uma exposição considerável à China, também caíam, com o índice de Semicondutores da Philadelphia perdendo 1,44%.

No entanto, os ganhos corporativos eram um ponto positivo. A Apple subia 1,5% depois que a fabricante do iPhone previu as vendas para o último trimestre – época das compras de fim de ano – em um nível acima das expectativas.

O Facebook saltava 3% depois de relatar um aumento nos usuários em mercados lucrativos e seu terceiro aumento seguido no crescimento das vendas trimestrais.

Os índices acionários chineses encerraram em queda nesta quinta-feira, com dados fracos da indústria levantando preocupações sobre o ritmo do suporte do governo para reforçar a economia.