Dólar passa a operar perto da estabilidade ante o real

Arquivado em: Negócios, Últimas Notícias
Publicado quinta-feira, 26 de setembro de 2019 as 13:43, por: CdB

Às 12h30, o dólar à vista tinha variação negativa de 0,02%, a R$ 4,1538 na venda. Na mínima, a cotação caiu 0,78%, a R$ 4,1224 na venda.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O dólar passava a operar próximo à estabilidade contra o real nesta quinta-feira, depois de cair quase 0,8% mais cedo, conforme ativos de risco no exterior perdiam força em meio à percepção de aumento de incerteza sobre as relações entre Estados Unidos e China.

As bolsas de valores de Nova York pioraram o sinal, após notícias de que os Estados Unidos não devem prorrogar a autorização temporária que permite que a chinesa Huawei compre suprimentos de empresas norte-americanas para atender clientes.

Ruídos políticos sobre o presidente dos EUA, Donald Trump, também mantinham o apetite por risco em xeque.

Às 12h30, o dólar à vista tinha variação negativa de 0,02%, a R$ 4,1538 na venda. Na mínima, a cotação caiu 0,78%, a R$ 4,1224 na venda.

Ruídos políticos sobre o presidente dos EUA, Donald Trump, também mantinham o apetite por risco em xeque.
Ruídos políticos sobre o presidente dos EUA, Donald Trump, também mantinham o apetite por risco em xeque.

Na B3, o dólar futuro subia 0,08%, a R$ 4,1540, após mínima de R$ 4,1225.

O índice do dólar contra uma cesta de divisas também zerou a queda e passava a operar em torno da estabilidade.

Ibovespa

A bolsa paulista começava a quinta-feira buscando acompanhar o viés positivo dos mercados acionários no exterior, em meio a notícias mais favoráveis sobre as negociações comerciais entre EUA e China, com Vale entre os principais suportes.

Às 10:11, o Ibovespa subia 0,22 %, a 104.715,25 pontos.

Índices chineses

Os índices acionários da China encerraram em queda nesta quinta-feira, com sinais mistos de Washington e Pequim levantando dúvidas sobre se os dois lados farão algum progresso em sua próxima rodada de negociações comerciais.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,8%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,9%.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quarta-feira que um acordo para acabar com a guerra comercial prolongada com a China pode acontecer mais cedo do que se pensa e que os chineses estavam fazendo grandes compras agrícolas dos EUA, incluindo carnes bovina e suína.

Isso aconteceu depois que Trump repreendeu as práticas comerciais da China na terça-feira na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, dizendo que não aceitará um “acordo ruim” nas negociações.

A leitura é que uma nova escalada nas tensões comerciais sino-americanas é um grande risco negativo para o mercado de ações.

A cautela no mercado prevaleceu antes do feriado do Dia Nacional da China, que dura uma semana, em meio a incertezas nas negociações comerciais com os EUA, observou a Dongxing Securities em um relatório.

Índices europeus

As ações da Europa operavam em alta nesta quinta-feira, lideradas pelo setor de tecnologia, depois que comentários encorajadores da China sobre o comércio com os Estados Unidos acalmaram o sentimento do mercado, que tem sido abalado por preocupações com o crescimento global e tensões políticas.

Às 8:39 (horário de Brasília), o índice FTSEEurofirst 300 subia 0,7%, a 1.535 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhava 0,67%, a 390 pontos.

O Ministério do Comércio da China disse que o país está em estreita comunicação com os EUA e se prepara para progredir nas negociações comerciais em outubro.

Embora os investidores estejam monitorando essas interações de perto e duvidem que um acordo possa ser fechado entre os dois lados em um futuro próximo, eles estão esperançosos por qualquer sinal de progresso nas negociações.

As ações de tecnologia —sensíveis ao comércio— avançavam 1,1%, ajudando o desempenho do STOXX 600.

Os comentários sobre o comércio EUA-China também ajudaram os mercados a reverter perdas iniciais, depois que a Bloomberg informou que a Organização Mundial do Comércio (OMC) autorizará os Estados Unidos a impor tarifas sobre quase US$ 8 bilhões em produtos europeus devido a auxílios estatais ilegais fornecidos à fabricante de aeronaves Airbus.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *