Dólar perde força e passa a cair, de leve; Ibovespa se mantém ascendente

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Publicado segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021 as 16:03, por: CdB

A moeda estrangeira acumula valorização de cerca de 25% nos últimos 12 meses. Até o final de fevereiro de 2020, a cotação girava em torno de R$ 4 e R$ 4,50. Com a pandemia do novo coronavírus, causador da covid-19, a partir de março, a divisa ultrapassou os R$ 5 e, em 14 de maio, atingiu o recorde nominal.

Por Redação – de São Paulo

O dólar iniciou as negociações desta segunda-feira, em alta, de cerca de 0,5%, cotado a R$ 5,41, em meio a um tom de otimismo nos mercados internacionais. No início da tarde, no entanto, a cotação perdeu força e a moeda norte-americana passou a operar em baixa, com desvalorização de 1,32%, cotada a R$ 5,350 às 15h07.

A queda do dólar também era compartilhado por outras moedas emergentes pares do real, como rand sul-africano e peso mexicano
A queda do dólar também era compartilhado por outras moedas emergentes pares do real, como rand sul-africano e peso mexicano

A moeda estrangeira acumula valorização de cerca de 25% nos últimos 12 meses. Até o final de fevereiro de 2020, a cotação girava em torno de R$ 4 e R$ 4,50. Com a pandemia do novo coronavírus, causador da covid-19, a partir de março, a divisa ultrapassou os R$ 5 e, em 14 de maio, atingiu o recorde nominal, quando não se desconta a inflação: R$ 5,9718.

Já o Ibovespa, principal índice acionário da B3, operava em alta durante o pregão desde o início do pregão, nesta segunda-feira. Às 15h08, os ganhos eram de 0,32%, aos 120.613 pontos.

Covid-19

Os investidores também estavam de olho no desempenho da vacinação, no mundo, contra a covid-19. A África do Sul, por exemplo, interrompeu, na véspera, a distribuição da vacina da Astrazeneca, que é uma das maiores apostas do Brasil, após um estudo com 2 mil voluntários determinar que ela traz proteção mínima contra casos leves de covid-19 causados pela nova variante do coronavírus descoberta no país.

A Universidade de Oxford, parceira da farmacêutica no desenvolvimento do imunizante, afirmou que “a proteção contra casos moderados e severos da doença, hospitalização ou morte não pôde ser avaliada neste estudo”.

O mercado também permanecia otimista com o movimento de parlamentares democratas para a aprovação do novo pacote de estímulos à economia norte-americana proposto pelo presidente Joe Biden. Na última sexta-feira, o Senado e a Câmara aprovaram o início de um processo que poderá permitir que a proposta de US$ 1,9 trilhão passe a valer com uma maioria simples, sem a necessidade de votos dos congressistas republicanos, que defendem uma diminuição no valor do pacote.

Juros

Outro ponto de inflexão, nesta manhã, era a repercussão quanto à alta para 3,6% a previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021, contra 3,53% na semana anterior. Essa foi a quinta alta consecutiva nas projeções dos economistas consultados pelo Banco Central para o Boletim Focus, divulgado nesta manhã. Já as apostas para o PIB ficaram em 3,47%, abaixo dos 3,5% registrados nas últimas quatro semanas.

O projeto que poderá dar autonomia ao Banco Central será discutido nesta segunda-feira (8) em reunião convocada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, e o relator da proposta, o deputado Sílvio Costa (Republicanos-SE). Segundo Costa, a autonomia da instituição favorece o combate à inflação, o que trará benefícios aos brasileiros mais pobres.

Petróleo 

Os contratos futuros do petróleo também operavam em alta nesta segunda-feira, ampliando robustos ganhos acumulados na semana passada, em meio a expectativas de que a economia dos EUA seja reaberta com a vacinação de sua população contra a covid-19 e de novos estímulos fiscais por Washington.

Às 4h31 (de Brasília), o barril do petróleo WTI para março avançava 1,02% na Nymex, a US$ 57,43, enquanto o do Brent para abril subia 0,98% na ICE, a US$ 59,92. Mais cedo, tanto o WTI quanto o Brent tocaram seus maiores níveis por barril desde janeiro de 2020, a US$ 57,56 e US$ 60,06, respectivamente.