Dólar recua ante real pelo terceiro dia seguido

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Publicado quinta-feira, 24 de outubro de 2019 as 13:38, por: CdB

Às 10:43, o dólar recuava 0,51%, a R$ 4,0125 na venda, mantendo as quedas acentuadas registradas nas últimas duas sessões.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O dólar operava em queda contra o real nesta quinta-feira, caminhando para a terceira sessão seguida de queda, em meio a um cenário político doméstico favorável devido à aprovação da reforma da Previdência, além das altas expectativas sobre a entrada de fluxos no Brasil.

Na véspera, o dólar à vista encerrou em queda de 1,05%, a R$ 4,0329 na venda, menor patamar para fechamento em mais de dois meses
Na véspera, o dólar à vista encerrou em queda de 1,05%, a R$ 4,0329 na venda, menor patamar para fechamento em mais de dois meses

Às 10:43, o dólar recuava 0,51%, a R$ 4,0125 na venda, mantendo as quedas acentuadas registradas nas últimas duas sessões. Neste pregão, o dólar futuro tinha queda de 0,55%, a R$ 4,014.

Na véspera, o dólar à vista encerrou em queda de 1,05%, a R$ 4,0329 na venda, menor patamar para fechamento em mais de dois meses, com os investidores comemorando os desdobramentos envolvendo a reforma da Previdência.

Após idas e vindas, atrasos e algumas derrotas para o governo, o Senado concluiu na quarta-feira a votação em segundo turno da reforma da Previdência, que agora já pode ser promulgada depois de publicada.

A promulgação, no entanto, só deve ocorrer em novembro, já que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), pretende aguardar o retorno do presidente da República, Jair Bolsonaro, do vice-presidente, Hamilton Mourão e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), todos em viagens internacionais.

– Há um cenário favorável por conta dos desdobramentos das pautas políticas. Ainda vemos esse otimismo favorecendo o real – disse Camila Abdelmalack, economista da CM Capital Markets.

Somando-se ao clima favorável, os agentes do mercado pareciam otimistas sobre a entrada de fluxos nos mercados domésticos. “Também há altas expectativas sobre os ingressos de recursos que devem chegar ao Brasil pelo leilão de excedentes da cessão onerosa”, completou Abdelmalack.

No exterior, o cenário era de avanço das moedas emergentes, com o peso mexicano e o rand sul-africano registrando ganhos contra a moeda norte-americana. O índice do dólar contra uma cesta de seis rivais rondava a estabilidade, a 97,482.

Nesta terça, o Banco Central vendeu 2.500 contratos de swap cambial reverso, de oferta de até 10.500, e vendeu US$ 125 milhões em moeda spot, em relação a oferta de até US$ 525 milhões.

Adicionalmente, a autarquia também ofertará contratos de swap tradicional, para rolagem do vencimento dezembro de 2019.

Após alta Ibovespa recua

A bolsa paulista mostrava fraqueza nesta quinta-feira, em meio a movimentos de realização de lucros depois de três altas seguidas, quando o Ibovespa renovou máximas históricas. As ações de Localiza e CSN lideravam as perdas após seus resultados trimestrais frustrarem analistas.

Às 10:58, o Ibovespa caía 0,41 %, a 107.101,6 pontos. O volume financeiro somava R$ 3,2 bilhões.

Na véspera, o Ibovespa fechou em alta de 0,15%, a 107.543,59 pontos, tendo se aproximado dos 108 mil pontos no melhor momento do dia. Os três primeiros pregões da semana acumularam alta de 2,7%.

A trajetória no pregão brasileiro tinha de pano de fundo um quadro misto em praças acionárias no exterior, com o norte-americano S&P 500 em alta de X%. Em Wall Street, o noticiário corporativo também ocupava as atenções, com os resultados de Microsoft e Tesla, entre outros, sob os holofotes.

Ambiente externo

A equipe da H.Commcor destacou que a ‘calmaria’ no ambiente externo ainda favoreceria um viés otimista para ativos locais, mas, em nota a clientes mais cedo, também chamou a atenção para a iminência de correções técnicas e realização de lucros em algum momento.

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