Dólar recua contra real em dia de megaleilão do pré-sal

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Publicado quarta-feira, 6 de novembro de 2019 as 11:48, por: CdB

Às 10:27, o dólar recuava 0,13%, a R$ 3,9881 na venda, depois de chegar a cair mais de 0,3% no início da sessão.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O dólar recuava contra o real nesta quarta-feira, em dia de leilão de excedentes da cessão onerosa, com altas expectativas sobre a entrada de fluxos no Brasil, ao mesmo tempo em que os investidores monitoravam com cautela os desdobramentos da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Na véspera, a moeda norte-americana fechou em baixa de 0,47%, a R$ 3,9932 na venda, em uma terça-feira marcada pela apresentação do pacote econômico do governo no Senado
Na véspera, a moeda norte-americana fechou em baixa de 0,47%, a R$ 3,9932 na venda, em uma terça-feira marcada pela apresentação do pacote econômico do governo no Senado

Às 10:27, o dólar recuava 0,13%, a R$ 3,9881 na venda, depois de chegar a cair mais de 0,3% no início da sessão. Na véspera, a moeda norte-americana fechou em baixa de 0,47%, a R$ 3,9932 na venda, em uma terça-feira marcada pela apresentação do pacote econômico do governo no Senado.

O dólar futuro de maior liquidez tinha queda de 0,19% neste pregão, a R$ 3,993.

Será realizado nesta quarta-feira o megaleilão de excedentes da cessão onerosa, com altas expectativas dos investidores sobre a entrada de fluxos no Brasil. O bônus total das áreas que serão leiloadas foi fixado em 106,6 bilhões de reais, o que pode fazer da licitação a maior de áreas de petróleo do mundo, segundo autoridades brasileiras.

– É o megaleilão do pré-sal, principalmente – disse Denilson Alencastro, economista-chefe da Geral Asset, sobre a movimentação do dólar, com os investidores otimitas sobre o volume da entrada de recursos no mercado.

No entanto, várias empresas manifestaram cautela sobre os altos bônus de assinatura. Duas gigantes que antes eram consideradas concorrentes viáveis, a britânica BP e a francesa Total, anunciaram desistência.

Ainda no cenário doméstico, segundo Alencastro, os investidores continuavam voltados para o pacote econômico entregue ao Senado na terça-feira.

– O mercado ainda está digerindo as medidas do (ministro da Economia) Paulo Guedes, que provavelmente não serão aprovadas este ano – afirmou.

No exterior, os investidores aguardavam novos desdobramentos na frente comercial Estados Unidos-China, enquanto as duas maiores economias do mundo trabalham na busca de um local para a assinatura da “fase um” de um acordo entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, com expectativa de retirada de tarifas.

– A expectativa de redução de tarifas dos Estados Unidos sobre a China… é algo que trouxe mais otimismo para o mercado – completou Alencastro.

As moedas emergentes pares do real, como a lira turca e o peso mexicano, rondavam a estabilidade contra o dólar. O índice que mede a moeda norte-americana contra uma cesta de seis outras divisas tinha queda de 0,19%, a 97,796.

O Banco Central não vendeu contratos de swap cambial reverso nem dólar à vista nesta quarta-feira, de oferta de até US$ 12 mil e US$ 600 milhões, respectivamente.

Adicionalmente, a autarquia também ofertará contratos de swap tradicional, para rolagem do vencimento dezembro de 2019.

Ibovespa recua

A bolsa paulista começava a quarta-feira com o Ibovespa ao redor da estabilidade, em pregão marcado pelo esperado megaleilão de áreas para exploração de petróleo e gás, tendo de pano de fundo um viés relativamente positivo em praças acionárias no exterior.

Às 10:03, o Ibovespa caía 0,02%, a 108.692,94 pontos.

Índices chineses

Os mercados acionários da China fecharam em baixa nesta quarta-feira, após subirem por três sessões consecutivas devido ao humor melhor em relação às negociações comerciais com os Estados Unidos.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,45%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,43%, devolvendo os ganhos vistos mais cedo na sessão.

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