Dólar registra alta ante real de olho no mercado externo

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Publicado segunda-feira, 9 de setembro de 2019 as 13:27, por: CdB

As moedas emergentes pares do real operavam mistas, com o rand sul-africano se valorizando frente ao dólar e o peso mexicano registrando perdas.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O dólar subia contra o real nesta segunda-feira, depois de ter iniciado as operações em queda, com agentes do mercado de olho nas divulgações de dados econômicos globais para mais sinais sobre a condução da política monetária por parte dos bancos centrais.

Às 12:09, o dólar avançava 0,19%, a R$ 4,0882 na venda. Na última sexta-feira, o dólar encerrou em queda contra o real

Às 12:09, o dólar avançava 0,19%, a R$ 4,0882 na venda. Na última sexta-feira, o dólar encerrou em queda contra o real, marcando sua primeira queda semanal em quase dois meses, em dia de maior ânimo nos mercados por expectativas de corte de juros nos Estados Unidos.

Ainda na sexta-feira, o dólar à vista BRBY teve queda de 1,783%, a 4,1051 reais na venda. Na semana, a moeda norte-americana acumulou queda de 1,512%, primeira desvalorização semanal desde 12 de julho, quando registrou variação negativa de 2,113%.

Para Alessandro Faganello, operador de câmbio da Advanced Corretora, dados melhores do que o esperado sobre exportações da Alemanha e expectativa de mais estímulos por parte da China ajudavam a compensar a cautela antes das decisões de política monetária dos principais bancos centrais.

– O dia é em geral positivo, mas a falta de catalisadores noticiosos mais precisos sobre o futuro dos juros nas principais economias ainda deixa um rastro de cautela – afirmou.

As moedas emergentes pares do real operavam mistas, com o rand sul-africano se valorizando frente ao dólar e o peso mexicano registrando perdas. Contra uma cesta de moedas, a moeda norte-americana tinha leve queda de 0,09%, a 98,310.

Nesta semana, o destaque será a postura do Banco Central Europeu, que na quinta-feira divulgará sua decisão sobre a política monetária, com operadores apostando em uma redução dos juros.

As autoridades do Federal Reserve, por sua vez, irão se reunir nos dias 17 e 18 de setembro para uma decisão sobre a taxa de juros. Jerome Powell, chairman do Federal Reserve, na semana passada reafirmou que o Fed continuará agindo “conforme apropriado” para sustentar a expansão econômica dos Estados Unidos.

Nesta segunda-feira, os juros futuros dos EUA indicavam que operadores veem 91,2% de chance de o Fed cortar juros em 0,25 ponto percentual na próxima reunião, e 8,8% de chance de a autoridade monetária manter a política monetária estável, de acordo com a ferramenta Fedwatch do CME Group.

Na cena doméstica, o BC vendeu todos os US$ 580 milhões em moeda física nesta sexta-feira e negociou ainda todos os 11.600 contratos de swap cambial reverso ofertados —nos quais assume posição comprada em dólar.

Ibovespa

A bolsa paulista mantinha o viés positivo nesta segunda-feira, com a alta do Ibovespa mais uma vez guiada por ações de bancos, além de empresas de alimentos, com destaque para os papéis de Marfrig e BRF após liberação de novas fábricas para exportação à China.

Às 11:36, o Ibovespa subia 1,14%, a 104.112,60 pontos. O volume financeiro somava R$ 4,2 bilhões. Na última semana, o Ibovespa acumulou alta de 1,78%.

A equipe da XP Investimento destacou as atenções dos mercados estão voltadas para novas medidas de estímulos dos bancos centrais globais para fazer frente à desaceleração da atividade econômica, em particular a autoridade monetária norte-americana, conforme nota a clientes.

Nesse sentido, favoreciam algum apetite a risco as declarações do chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, na última sexta-feira de que o BC dos EUA continuará agindo “conforme apropriado” para sustentar a expansão econômica da maior economia do mundo.

– As afirmações de Powell corroboram expectativas de que o Fed deverá reduzir as taxas de juros em suas próximas reuniões, o que beneficia bolsas como um todo, principalmente em mercados emergentes como o Brasil – avaliou a equipe de estratégia e análise da XP, comandada por Karel Luketic.

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