Dólar registra leve alta ante a moeda brasileira

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Publicado segunda-feira, 30 de setembro de 2019 as 13:45, por: CdB

Às 10:41, o dólar avançava 0,17%, a R$ 4,1635 na venda. Na B3, o dólar futuro tinha ganho de 0,2%, a R$ 4,163.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O dólar tinha leve alta contra o real nesta segunda-feira, com agentes do mercado monitorando os desdobramentos das relações comerciais entre Estados Unidos e China, em semana marcada pela divulgação de importantes dados econômicos norte-americanos e pela da votação da reforma da Previdência no cenário doméstico.

Às 10:41, o dólar avançava 0,17%, a R$ 4,1635 na venda. Na B3, o dólar futuro tinha ganho de 0,2%, a R$ 4,163.

Para especialistas, o cenário externo permanece dando a direção, com investidores atentos a todos os potenciais focos de incertezas comerciais e geopolíticas
Para especialistas, o cenário externo permanece dando a direção, com investidores atentos a todos os potenciais focos de incertezas comerciais e geopolíticas

Para Jefferson Laatus, sócio fundador do Grupo Laatus, o cenário externo permanece dando a direção, com investidores atentos a todos os potenciais focos de incertezas comerciais e geopolíticas.

– Há bastante cautela no mercado. As relações comercias, como sempre, estão em foco, mas agora o mercado também está de olho na troca de farpas entre o Irã e a Arábia Saudita – disse ele.

A China alertou nesta segunda-feira sobre a instabilidade nos mercados internacionais após qualquer “dissociação” da China e dos Estados Unidos, depois que fontes disseram que o governo norte-americano está considerando deslistar as empresas chinesas das bolsas de valores norte-americanas.

A notícia ocorre antes do 70º aniversário da República Popular da China, o que deixará os mercados fechados por uma semana a partir de 1º de outubro. As conversas de alto escalão entre os países seguem previstas para o começo de outubro.

As atenções também seguem voltadas para a divulgação do relatório mensal de empregos e a balança comercial dos Estados Unidos, que darão mais sinais sobre a saúde da economia norte-americana.

No Oriente Médio, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, alertou em uma entrevista transmitida no domingo que os preços do petróleo podem atingir “números inimaginavelmente altos” se o mundo não se unir para deter o Irã, mas disse que prefere uma solução política a uma opção militar.

As tensões entre os dois países agitaram os mercados financeiros neste mês, após um ataque de drones às instalações de petróleo da Arábia Saudita. Os EUA acusaram o Irã pelos ataques que interromperam metade da produção do país, mas o governo iraniano negou o envolvimento.

Do lado doméstico, os mercados de câmbio seguem atentos à votação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na terça-feira, com expectativa de que a votação da reforma em primeiro turno no plenário do Senado aconteça no mesmo dia.

Wall Street

As ações de tecnologia, lideradas pela Apple, impulsionavam os principais índices acionários de Wall Street nesta segunda-feira, ao mesmo tempo que investidores analisavam as notícias da semana passada de que os Estados Unidos estavam considerando retirar empresas chinesas de bolsas de valores norte-americanas.

Às 11:26 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,28%, a 26.895 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 0,36667%, a 2.973 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançava 0,37%, a 7.969 pontos.

A Apple subia 1,3%, na esteira da declaração do presidente-executivo da empresa, Tim Cook, dizendo ao jornal alemão Bild que as vendas do novo iPhone tiveram um forte início, e com o JPMorgan elevando sua previsão de volume de remessas do smartphone. A Microsoft tinha alta de 0,4%.

O setor de tecnologia ganhava 0,6%, o melhor desempenho entre os 11 principais setores do S&P. Somente as ações de energia operavam no vermelho, acompanhando uma queda nos preços do petróleo.

Ainda assim, os principais índices caminhavam para encerrar o trimestre com seu pior desempenho até agora neste ano, com o sentimento de risco oscilando bastante devido aos desenvolvimentos da guerra comercial entre EUA e China e as indicações mistas de dados econômicos domésticos.

Notícias sobre os EUA possivelmente reduzirem o acesso das empresas chinesas ao mercado de capitais norte-americanos provocaram vendas generalizadas na sexta-feira, com o S&P 500 e o Nasdaq tocando mínimas de mais de três semanas durante a sessão.