Dólar registra ligeiro avanço ante moeda brasileira

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Publicado quarta-feira, 30 de outubro de 2019 as 13:25, por: CdB

Na véspera, o dólar à vista fechou o pregão em alta de 0,28%, a R$ 4,0032 na venda, voltando a ficar acima dos R$ 4.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O dólar avançava ante o real nesta quarta-feira, com os agentes do mercado atentos às decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, com expectativas de corte de juros.

Às 10:33, o dólar avançava 0,52%, a R$ 4,0240 na venda. Na véspera, o dólar à vista fechou o pregão em alta de 0,28%, a R$ 4,0032 na venda, voltando a ficar acima dos R$ 4.

Na véspera, o dólar à vista fechou o pregão em alta de 0,28%, a R$ 4,0032 na venda, voltando a ficar acima dos R$ 4
Na véspera, o dólar à vista fechou o pregão em alta de 0,28%, a R$ 4,0032 na venda, voltando a ficar acima dos R$ 4

Nesta sessão, o dólar futuro tinha alta de 0,60%, a R$ 4,023.

A política monetária nos Estados Unidos e no Brasil é o foco das atenções nesta sessão, com expectativas de novos afrouxamentos mas principalmente sinalizações sobre os próximos passos dos bancos centrais.

A expectativa é de que o comitê de política monetária do Fed anuncie corte de 0,25 ponto percentual na taxa de empréstimo ao informar sua decisão às 15h (horário de Brasília). O chair, Jerome Powell, dará entrevista à imprensa na sequência.

O corte seria o terceiro neste ano, levando a taxa de juros para um intervalo entre 1,50% e 1,75%. Os investidores estarão também atentos a pistas sobre se as autoridades acreditam que agiram de forma apropriada para lidar com os potenciais obstáculos à economia dos EUA ou se mais afrouxamento é necessário.

“Num mercado pressionado pelas incertezas globais, o comunicado do comitê de política monetária do Fed deve ditar a sede ao risco dos principais investidores”, disse a consultoria H.Commcor em nota. “Hoje devemos observar mais um comportamento de estímulo de banco centrais.”

No cenário doméstico, o mercado está de olho no comunicado de política monetária do Copom, que sai após as 18h, com expectativa dos investidores de uma redução da taxa de juros para nova mínima recorde.

“Indo de acordo com as novas projeções de inflação e crescimento econômico, o BC presidido por Roberto Campos Neto deve encomendar mais um corte de 50 pontos-base e apresentar uma Selic de 5,0%”, completou, refletindo a expectativa amplamente adotada pelos agentes do mercado.

No exterior, o cenário era de alta do dólar contra as moedas emergentes, com o peso mexicano e o rand sul-africano registrando quedas contra a divisa norte-americana.

O índice do dólar contra uma cesta de seis moedas rivais rondava a estabilidade, a 97,720.

O Banco Central vendeu nesta quarta-feira 3 mil contratos de swap cambial reverso, de oferta de até 9.670, e US$ 150 milhões em moeda spot, de oferta de até US$ 483,5 milhões.

Adicionalmente, a autarquia também ofertará contratos de swap tradicional, para rolagem do vencimento dezembro de 2019.

Ibovespa

O Ibovespa recuava na sessão desta quarta-feira, com a mais recente bateria de resultados trimestrais em evidência, com Magazine Luiza e Cielo em pontas opostas do índice após divulgarem balanços na véspera, em dia também marcado por reuniões sobre taxas de juros nos Estados Unidos e no Brasil.

Às 11:09, o Ibovespa caía 0,69%, a 106.810,17 pontos. O volume financeiro somava R$ 3,18 bilhões.

Enquanto a temporada de balanços trimestrais continua ditando o ritmo do mercado, agentes financeiros aguardam também as reuniões de política monetária nesta quarta-feira, com expectativa de que o Federal Reserve defina possível novo corte na taxa de juros ainda durante a sessão.

Para analistas da Terra Investimentos, a redução na taxa já está precificada e o mercado deve ficar atento ao discurso de Powell que pode dar pistas sobre um possível término no ciclo de cortes.

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