Dólar retoma trajetória de alta enquanto a bolsa volta declinar

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Publicado sexta-feira, 11 de maio de 2018 as 16:35, por: CdB

“Os mercados esperam por um candidato/chapa com viés reformista despontando nas pesquisas, o que não aconteceu até o momento”, escreveu a Advanced Corretora em relatório sobre a trajetória do dólar.

 

Por Redação – de São Paulo

 

O dólar firmou trajetória de alta e voltava a encostar em R$ 3,60 nesta sexta-feira, a caminho de fechar a terceira semana seguida de valorização, com os investidores assumindo posições mais defensivas diante da cena política local, antes da divulgação de nova pesquisa eleitoral. Às 12h26, o dólar avançava 1,30%, a R$ 3,5927 na venda, depois de tocar a máxima de R$ 3,6002 no dia. O dólar futuro avançava cerca de 1%.

A cotação do dólar varia de acordo com o humor do mercado financeiro
A cotação do dólar varia de acordo com o humor do mercado financeiro

“Os mercados esperam por um candidato/chapa com viés reformista despontando nas pesquisas, o que não aconteceu até o momento”, escreveu a Advanced Corretora em relatório.
A poucos meses das eleições presidenciais de outubro, o quadro ainda é bastante incerto.

Os mercados financeiros temem que um candidato que eles considerem menos comprometido com o ajuste fiscal possa despontar.

Ciro Gomes

Na próxima segunda-feira, está prevista a divulgação da pesquisa CNT/MDA, cuja coleta dos dados ocorre entre 9 e 13 desse mês e que já deve captar para onde estão indo esses eleitores que pretendiam votar em Barbosa (PSB).

Em pesquisa Datafolha realizada no mês passado, Barbosa chegava a ter 10% das intenções de voto em seu melhor cenário. Tanto analistas como políticos viam grande potencial na sua candidatura.

Há avaliações de que o PSB possa se coligar a um partido de mais de esquerda, como o PDT do pré-candidato Ciro Gomes.

O final de semana à frente também contribuía para a cautela do investidor doméstico, comentaram os profissionais.

Mercados globais

No mercado externo, o dólar operava em baixa ante a cesta de moedas, mas se encaminhava para a quarta semana seguida de valorização, sequência mais longa desde o quarto trimestre de 2016, com os mercados cada vez mais otimistas quanto às perspectivas para a moeda norte-americana nas próximas semanas.

Ante divisas de países emergentes, o dólar operava misto, em queda ante o peso chileno e alta ante o peso mexicano.

— Existe uma trajetória clara de valorização do dólar no mundo. A alta do petróleo sugere inflação e aperto monetário (nos Estados Unidos) — afirmou o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.

Nas últimas semanas, os mercados globais reagiram diante da percepção de que os juros poderiam subir mais intensamente nos Estados Unidos neste ano em meio ao cenário de inflação e atividade mais fortes.

Rolagem

Juros elevados no país têm potencial para atrair recursos aplicados hoje em praças financeiras consideradas de maior risco, como a brasileira.

O Banco Central brasileiro vendeu, pela sétima sessão, a oferta integral de até 8.900 contratos em swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando US$ 3,115 bilhões do total de US$ 5,650 bilhões que vence em junho.

Se mantiver e vender esse volume diário até o final do mês; o BC terá rolado integralmente os contratos. Na fila, aqueles que vencem no mês e vem e colocando o equivalente a US$ 2,8 bilhões adicionais.

Ações em queda

O Ibovespa, por sua vez, passou a cair nesta tarde para -0,3%, a 85.630 pontos; com os investidores avaliando indicadores econômicos positivos no Brasil; EUA e resultados bem recebidos pelo mercado de participantes do índice.

A Petrobras engatava mais uma sessão de valorização. No início da tarde, os papéis preferenciais da estatal subiam 1,8%, para R$ 26,20. A Vale ganhava 4%, a R$ 53,48, refletindo a valorização do minério de ferro.

Impactos

No campo dos indicadores; destaque para o comércio varejista brasileiro. O setor teve uma leve alta, de 0,3%, no volume de vendas na passagem de fevereiro para março. O resultado veio depois da queda de 0,2% de janeiro para fevereiro.

De acordo com o estudo; também foram registradas altas nos outros quatro tipos de comparação temporal. Média móvel trimestral (0,3%) em relação a março de 2017 (6,5%); acumulado do ano (3,8%) e acumulado de 12 meses (3,7%).

“Os números surpreenderam na comparação anual. E mostraram sinais de vida para o setor no mês de abril. Julgamos os dados observados um driver positivos. E devemos avaliar possíveis impactos nas empresas do setor”; analisa a empresa de pesquisas financeiras Benndorf Research, em relatório.

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