Dólar sobe e preço das ações cai após aprovação apertada na CCJ

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Publicado quarta-feira, 24 de abril de 2019 as 16:09, por: CdB

Às 12h24, o dólar avançava 1,50%, a R$ 3,9812 na venda. Na véspera, a divisa norte-americana terminou em baixa de 0,26%, a R$ 3,9224 na venda. O dólar futuro avançava cerca de 1,53% neste pregão.

 

Por Redação – de São Paulo

 

O dólar subia ante o real nesta quarta-feira, na maior alta em cerca de um mês, acompanhando o movimento no exterior, apesar de certo alívio com a tumultuada aprovação da admissibilidade da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na véspera.

A cotação do dólar disparava, nesta quarta-feira, sob fortes pressões do exterior
A cotação do dólar disparava, nesta quarta-feira, sob fortes pressões do exterior

Às 12h24, o dólar avançava 1,50%, a R$ 3,9812 na venda. Na véspera, a divisa norte-americana terminou em baixa de 0,26%, a R$ 3,9224 na venda. O dólar futuro avançava cerca de 1,53% neste pregão, tendo alcançado R$ 3,9840 na máxima.

Participantes do mercado já haviam precificado, no fechamento de terça-feira, a expectativa de que a proposta seria aprovada na CCJ, o que se refletiu em um dólar sem grandes oscilações na abertura.

Centrão

Após um acordo acertado com o centrão no início da tarde da terça-feira, no fim da noite parlamentares da CCJ votaram, por 48 votos a 18, em favor da admissibilidade da reforma previdenciária apresentada pelo governo.

A reforma agora seguirá para análise de comissão especial da Câmara a ser instalada nesta semana, onde o governo não deve encontrar vida fácil para a tramitação da proposta diante de uma ferrenha oposição e da necessidade de apoio do centrão devido à falta de uma base parlamentar.

— Não tem motivos para comemoração, é só o primeiro passo, o que vai pegar é a comissão especial, onde a batalha vai ser muito mais dura — explicou o economista da Tendências Consultoria Silvio Campos Neto.

Risco

Segundo ele, a expectativa de que o governo terá dificuldade na comissão especial e de que o texto poderá ser diluído mantém agentes financeiros posicionados defensivamente.

A força do dólar decorria da leitura de que os EUA seguem melhores do que outros mercados, o que favorece a migração de capital para o país, em detrimento, por exemplo, dos mercados emergentes.

— Internamente, o dólar está com dificuldade de se descolar do movimento global, a despeito da aprovação na CCJ — afirmou Campos Neto, explicando que a moeda norte-americana segue numa tendência de recuperação nesta semana depois de um período de baixa.

Nas bolsas

Mesmo após a proposta de reforma da Previdência, na CCJ da Câmara, a bolsa de valores registrava queda nesta manhã. Por volta das 11h, o Ibovespa, índice da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo) acusava 95.034,92 pontos, com queda de 0,93%.

Nesta sessão, os investidores reagiam ao fato de a Cielo ter registrado, no primeiro trimestre, outra rodada de forte queda do lucro, refletindo o prolongado declínio das margens e o aumento das despesas com marketing e pessoal para tentar reagir à concorrência cada vez mais feroz no mercado brasileiro de cartões.

Maior empresa de meios eletrônicos de pagamento do país, a Cielo anunciou nesta terça-feira que teve lucro líquido de R$ 548,5 milhões de janeiro a março, uma queda de 45% ante mesma etapa do ano passado. O resultado operacional da companhia controlada por Bradesco e Banco do Brasil, medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) foi de R$ 820,7 milhões de janeiro a março, queda de 34% sobre um ano antes. A margem Ebitda despencou 15%, para 29,6%.

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