Dólar tem nova desvalorização ante real

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Publicado sexta-feira, 13 de setembro de 2019 as 12:45, por: CdB

Às 11:35, o dólar recuava 0,12%, a R$ 4,0550 na venda. Na B3, o dólar futuro cedia 0,14%, a R$ 4,0580.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O dólar se desvalorizava contra o real nesta sexta-feira, em sessão ainda pautada pelo cenário externo, com agentes do mercado monitorando os desdobramentos da disputa comercial entre Estados Unidos e China e à espera da reunião de política monetária do Federal Reserve na próxima semana.

Às 11:35, o dólar recuava 0,12%, a R$ 4,0550 na venda. Na B3, o dólar futuro cedia 0,14%, a R$ 4,0580.

Às 11:35, o dólar recuava 0,12%, a R$ 4,0550 na venda. Na B3, o dólar futuro cedia 0,14%, a R$ 4,0580.

O panorama externo seguia positivo em meio a sinais de alívio no embate tarifário entre EUA e China. Na véspera, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a repórteres que consideraria um acordo comercial provisório com a China —um passo que ele disse ter visto em discussão por analistas— mas afirmou preferir chegar a um acordo mais amplo sobre as questões.

– Há uma instabilidade constante derivada da guerra comercial, mas o viés no geral continua de queda (do dólar). Do outro lado, os investidores continuam atentos a qualquer sinal sobre a postura que o Fed vai adotar sobre os juros em sua reunião – afirmou Karina Garbes, economista e assessora de investimentos do Aplicativo Renda Fixa.

O Departamento do Trabalho divulgou nesta sexta-feira que os preços de importados dos EUA recuaram 0,5% no mês passado, sugerindo que a inflação provavelmente permanecerá moderada, o que poderia permitir ao Federal Reserve reduzir ainda mais a taxa de juros para limitar os danos à economia causados pelas tensões comerciais EUA-China.

O índice do dólar contra uma cesta de divisas no exterior recuava 0,05%, enquanto moedas emergentes pares do real, como peso mexicano e rand sul-africano, se apreciavam.

Na cena doméstica, o BC vendeu todos os US$ 580 milhões ofertados em moeda física nesta sexta-feira e negociou ainda todos os 11.600 contratos de swap cambial reverso ofertados —nos quais assume posição comprada em dólar.

Ibovespa

A bolsa paulista operava em leve alta nesta sexta-feira, com o Ibovespa tendo dificuldade em avançar conforme se aproxima de sua máxima histórica, registrada em julho, e investidores de olho nos próximos passos das negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Às 11:50, o Ibovespa subia 0,11%, a 104.485,54 pontos. O volume financeiro era de R$ 4,5 bilhões.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a repórteres na quinta-feira que consideraria um acordo comercial provisório com a China, apesar de preferir chegar a um acordo mais amplo. Do outro lado, a China excluirá alguns produtos agrícolas dos Estados Unidos de tarifas adicionais, informou a agência oficial de notícias da China, a Xinhua.

Analistas da corretora Rico Investimentos apontaram que apesar das boas notícias no cenário internacional é hora do investidor ser mais cauteloso, já que o Ibovespa avançou em 6 dos últimos 7 pregões.

No mercado interno, a atividade econômica do Brasil recuou em julho sobre junho, no pior resultado para o mês em três anos, depois de dois meses seguidos de alta, em mais uma evidência do caráter ainda errático da recuperação econômica deste ano.

Também está em pauta a reforma tributária, com o ministro da Economia, Paulo Guedes, querendo maior ênfase em mudanças na tributação sobre mais ricos, após o revés na proposta de criação de uma nova CPMF, que culminou com a demissão do chefe da Receita Federal, Marcos Cintra, publicou o jornal Folha de S.Paulo.

Em outra frente, uma pesquisa da Reuters mostrou que o Copom deve cortar a taxa básica de juros em 50 pontos base na reunião de quarta-feira da próxima semana, para 5,50%. Todos exceto um dos 30 economistas consultados esperam um segundo corte, parte um ciclo de flexibilização iniciado em julho.

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