Donald Trump diz a Piñera que apoia esforços para ‘restabelecer ordem nacional’ no Chile

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Publicado quinta-feira, 31 de outubro de 2019 as 14:04, por: CdB

O Chile desistiu na quarta-feira de sediar o encontro entre os líderes da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) no mês que vem.

Por Redação, com Reuters – de Washington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonou ao seu homólogo do Chile, Sebastián Piñera, na quarta-feira e expressou seu apoio à decisão chilena de desistir de sediar dois importantes eventos internacionais e condenou a alegada interferência estrangeira no Chile, disse a Casa Branca em comunicado nesta quinta-feira.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

“Os Estados Unidos estão com o Chile, um importante aliado, conforme o país trabalha para restaurar a ordem nacional pacificamente”, disse a Casa Branca. “O presidente Trump denunciou os esforços estrangeiros para minar as instituições, a democracia e a sociedade chilenas.”

O Chile desistiu na quarta-feira de sediar o encontro entre os líderes da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) no mês que vem e a conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o clima, que ocorreria em seguida, citando protestos políticos que abalam o país há semanas.

O presidente chileno, Sebastián Piñera, que luta por sua sobrevivência política, disse que tomou a decisão “dolorosa” de cancelar a cúpula, além de uma reunião internacional de grande relevância sobre a mudança climática agendada para dezembro, para se dedicar a restaurar a lei e a ordem e levar adiante um novo plano social.

– Como presidente de todos os chilenos, sempre preciso colocar os problemas e interesses dos chilenos, seus desejos e suas esperanças, em primeiro lugar – disse ele em declaração curta no palácio La Moneda, em Santiago.

A cúpula da Apec deveria reunir 20 líderes mundiais entre 16 e 17 de novembro. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu colega chinês, Xi Jinping, deveriam assinar um acordo provisório para encerrar a guerra comercial iniciada por Washington.

O cancelamento pode privar os dois líderes de uma chance de se encontrarem em breve em terreno neutro, mas o governo Trump disse que ainda espera assinar o acordo com a China no mês que vem.

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