Donos de empresa líder no setor de alimentação são procurados pela polícia

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Publicado quarta-feira, 17 de julho de 2019 as 12:01, por: CdB

Segundo informações da força-tarefa, a sonegação de impostos promovida pela quadrilha chega a R$ 305 milhões. A empresa Golden Foods, grupo líder no setor de alimentos, foi citada no processo.

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

 

Agentes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPE-RJ) e da secretaria estadual de Fazenda realizaram, na manhã desta quarta-feira, a etapa inicial da Operação Cadeia Alimentar. A ação investiga um esquema de sonegação fiscal, em curso na maioria dos Estados do país. Com o apoio das polícias Civil e Militar, foram presos três suspeitos na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Dois outros envolvidos ainda são procurados.

A Golden Foods é uma das empresas líderes no ramo de Alimentação, em todo o território nacional
A Golden Foods, envolvida em um rumoroso processo de sonegação fiscal, é uma das empresas líderes no ramo de Alimentação, em todo o território nacional

Segundo informações da força-tarefa, a sonegação de impostos promovida pela quadrilha chega a R$ 305 milhões. A empresa Golden Foods, grupo do setor de alimentos com atuação em nível nacional, foi citada no processo. O bando, segundo o MPE-RJ, agia em uma rede de empresas de fachada, para sonegar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Estão envolvidos na investigação:

• Gilberto Sebastião Monteiro, sócio da Golden Foods. Apontado pelas autoridades como chefe da organização. Segue foragido.
• Luiz Felipe da Conceição Rodrigues, suspeito de atuar como contador do esquema. Preso.
• Maria Eliza Mendonça Monteiro, mulher de Monteiro. Também foragida.
• Thiago Mendonça Monteiro, filho do casal Monteiro. Preso.
• Lidiane Mendonça Monteiro Catramby, filha dos Monteiro. Presa.

O contador Luiz Felipe da Conceição Rodrigues, foi encontrado em casa, em um condomínio de luxo da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Ele, assim como os demais presos, foram levados para a 16ª DP (Barra).

Golden Foods

Segundo MPE-RJ, Monteiro é “a figura de maior proeminência na estrutura da quadrilha, sendo certo que é o idealizador, controlador e principal líder de todo o esquema empresarial voltado para fraudar a fiscalização tributária”.

De acordo com os investigadores, o esquema usava a Golden Foods para a sonegação dos impostos. Gilberto Monteiro é principal acionista da empresa, uma das maiores do ramo alimentício do Estado do Rio.

Há outras outras 11 empresas ‘laranjas’ para a obtenção de créditos fraudados de ICMS nas operações com a Golden Foods.

‘Laranjas’

“Algumas das empresas foram constituídas de forma fraudulenta, com nítida simulação dolosa do quadro societário e inserção de pessoas sem capacidade econômico-financeira, isto é, na condição de ‘laranjas'”, o Ministério Público destaca.

O modus operandi da quadrilha consistia na fraude para reduzir os valores devidos, através do crédito junto à secretaria estadual de Fazenda, com valores maiores daqueles destacados nos documentos fiscais emitidos entre empresas do mesmo dono.

Forjava, ainda, as vendas de mercadorias para empresas clientes do grupo, com deslocamento do débito do ICMS e sem o devido recolhimento do tributo aos cofres públicos. Foram realizada, de acordo com as autoridades fiscais, operações fictícias entre empresas similares, para gerar créditos de ICMS.

As empresas citadas foram:

• Somar 9 Distribuidora de Alimentos Ltda.
• Dubai 10 Empresa de Alimentos Ltda.
• Havita Importação e Exportação Ltda.
• Angus Brasil Distribuidor de Produtos Alimentícios Ltda.
• Golden Br Importadora e Exportadora Ltda.
• Alimix Logística Distribuidora Ltda.
• Pacíficos Central Distribuidora e Logística Ltda.
• Haragano Distribuidora de Alimentos Ltda.
• Winners Distribuidor de Alimentos EIRELI
• Brokers Alimentos Ltda.
• Astros Distribuidora de Produtos Alimentícios EIRELI

“Apesar de possuírem cadastros independentes, foram constituídas e fazem, de fato, parte do grupo Golden Foods, estruturado com o objetivo de fraudar a fiscalização tributária pela prática sistemática de engenhosas fraudes ao fisco”, conclui o MPE-RJ.

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