Economia da zona do euro pode contrair no 4º trimestre

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Publicado quarta-feira, 6 de novembro de 2019 as 10:01, por: CdB

O PMI composto permaneceu perto da marca de 50 que separa crescimento de contração.

Por Redação, com Reuters – de Londres

A atividade empresarial da zona do euro expandiu ligeiramente mais rápido do que o esperado no mês passado mas permaneceu perto da estagnação, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), sugerindo que qualquer pequeno crescimento que haja pode se dissipar.

O PMI Composto final do IHS Markit para a zona do euro subiu a 50,6 ante a mínima de mais de seis anos de setembro de 50,1 e acima da preliminar de 50,2. Entretanto, o índice permaneceu perto da marca de 50 que separa crescimento de contração.

Para o economista-chefe do IHS Markit, a zona do euro permaneceu perto da estagnação em outubro
Para o economista-chefe do IHS Markit, a zona do euro permaneceu perto da estagnação em outubro

– A zona do euro permaneceu perto da estagnação em outubro, com queda dos livros de encomendas sugerindo que os riscos são de contração no quarto trimestre – disse Chris Williamson, economista-chefe do IHS Markit.

O subíndice de novas encomendas ficou em 49,6 de 48,7 em setembro, mas no segundo mês abaixo da marca de 50. Williamson disse que o resultado do PMI é consistente com uma alta trimestral do PIB de 0,1%. Pesquisa da agência britânica de notícias Reuters no mês passado calculou a expansão neste trimestre em 0,2%.

A atividade no setor de serviços também acelerou, mas permaneceu fraca. O PMI de serviços foi a 52,2 de 51,6 em setembro.

Atividade industrial

A atividade industrial da zona do euro contraiu com força no mês passado uma vez que a demanda foi novamente afetada pela guerra comercial dos Estados Unidos e pela contínua falta de clareza sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, mostrou nesta segunda-feira a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).

O PMI final de indústria do IHS Markit para a zona do euro ficou em 45,9, pouco acima da mínima de sete anos de setembro de 45,7 e marcando o nono mês abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração.

O subíndice de produção avançou a 46,6 de 46,1 em setembro, quando chegou à mínima em quase sete anos.

Lagarde minimiza relevância da Alemanha

A Alemanha é apenas um dos 19 países da zona do euro e o Banco Central Europeu precisa que todos eles estejam “a bordo” de suas decisões de política monetária, disse a nova presidente do BCE, Christine Lagarde, a um jornal alemão.

Em entrevista ao Die Zeit, cujos trechos foram publicados nesta quarta-feira, Lagarde também prometeu desafiar as tentativas de a rotulá-la como ‘dove’ ou ‘hawk’.

A chegada de Lagarde à presidência da autoridade monetária da zona do euro está sendo observada de perto por sinais de que ela se desviará da postura monetária acomodatícia adotada por seu antecessor, Mario Draghi, diante das críticas de países ricos do norte como Alemanha e Holanda.

“A Alemanha é importante, mas é um dos 19 países da zona do euro”, disse ela ao jornal. “Sim, uma grande economia, mas todo mundo também precisa estar a bordo.”

Os representantes da Alemanha no Conselho do BCE, bem como muitos dos políticos e economistas do país, criticaram a política dovish do BCE de taxas de juros abaixo de zero e compras maciças de títulos sob o comando de Draghi.

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