Economistas fazem ajustes e expectativa de inflação sobe em 2019

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Publicado segunda-feira, 11 de novembro de 2019 as 10:29, por: CdB

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento continua em 0,92% em 2019, mas aumentou a 2,08% em 2020 de 2,00%.

Por Redação, com Reuters – de Brasília

Economistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central ajustaram suas estimativas para a economia brasileira e mantiveram as expectativas para a taxa básica de juros depois de o BC reforçar o tom de cautela.

O levantamento mostra que a expectativa continua sendo de que a Selic terminará este ano e o próximo a 4,5%. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, vê a taxa básica de juros a 4,5% em 2019 e a 4,00% em 2020.

A inflação deve terminar este ano a 3,31%, uma alta de 0,02 ponto percentual em relação à semana anterior
A inflação deve terminar este ano a 3,31%, uma alta de 0,02 ponto percentual em relação à semana anterior

O BC vem reiterando que deve cortar os juros básicos em 0,5 ponto percentual em sua próxima e última reunião do ano, nos dias 10 e 11 de dezembro, após redução de igual magnitude que levou a taxa a 5%.

De acordo com o Focus, a inflação deve terminar este ano a 3,31%, uma alta de 0,02 ponto percentual em relação à semana anterior. Para 2020 permaneceu a conta de avanço de 3,60% do IPCA.

Ainda de acordo com o Focus, o centro da meta oficial de 2019 é de 4,25% e, de 2020, de 4%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento continua em 0,92% em 2019, mas aumentou a 2,08% em 2020 de 2,00%.

Dados do IBGE

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última semana, o PIB cresceu 1,3% em 2017. O IBGE acompanha e publica trimestralmente os resultados do PIB, mas, após essa divulgação, os pesquisadores continuam a atualizar a metodologia e reunir informações mais detalhadas, como balanços de empresas e dados da Receita Federal, que servem para produzir um estudo mais amplo sobre a economia.

Com a consolidação, o crescimento da economia naquele ano passou de 1% para 1,3%, totalizando R$ 6,583 trilhões.

A Agropecuária, com crescimento de 14,2% no ano, respondeu por 0,8 ponto percentual dos 1,3% de crescimento do VAB. O setor de Serviços contribuiu com 0,6 ponto percentual, enquanto a Industria teve contribuição negativa de – 0,1 ponto percentual.

A Indústria teve sua quarta queda anual consecutiva (-0,5%). No entanto, dos grupos de atividades que compõem a Indústria, as Indústrias extrativas, Indústrias de transformação e Eletricidade e gás apresentaram crescimento em 2017, sendo a queda do conjunto da Indústria explicada unicamente pelo recuo de 9,2% no VAB da atividade Construção.

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