Edmar Santos, ex-secretário de Saúde, é preso no Rio de Janeiro

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Publicado sexta-feira, 10 de julho de 2020 as 10:19, por: CdB

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu nesta sexta-feira o ex-secretário estadual de Saúde fluminense Edmar Santos. Ele é suspeito de integrar uma organização criminosa que fraudou contratos de compra de respiradores pulmonares.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu nesta sexta-feira o ex-secretário estadual de Saúde fluminense Edmar Santos. Ele é suspeito de integrar uma organização criminosa que fraudou contratos de compra de respiradores pulmonares, que são usados em pacientes com covid-19.

MP prende ex-secretário de Saúde do Rio Edmar Santos
MP prende ex-secretário de Saúde do Rio Edmar Santos

De acordo com o MP, ele foi preso em sua casa, no bairro de Botafogo, na Zona Sul da cidade. Também estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em outra casa do ex-secretário, em Itaipava, na região serrana do Rio de Janeiro.

A ação desta sexta-feira é um desdobramento da Operação Mercadores do Caos, sobre fraudes em contratos da Secretaria Estadual de Saúde, que já tinha resultado na prisão do ex-subsecretário executivo Gabriell Neves, no início de maio deste ano.

Dias depois da prisão de Neves, ainda em maio, Edmar Santos foi exonerado do cargo de secretário estadual de Saúde.

De acordo com o MPRJ, também foi obtido junto à Justiça o arresto de R$ 36,9 milhões em bens de Edmar Santos, que seria o valor desviado em três contratos para a compra dos equipamentos médicos.

Operação Mercadores do Caos

Segundo o MPRJ, Edmar Santos atuou de forma consciente, “em comunhão de ações e desígnios” com Neves e outros investigados na primeira fase da operação Mercadores do Caos, para desviar recursos públicos destinados à compra de ventiladores pulmonares.

Para o MPRJ, em liberdade, Edmar ainda pode adotar condutas para dificultar mais o rastreamento das verbas públicas desviadas, bem como destruir provas e até mesmo ameaçar testemunhas.

O ex-secretário responderá por organização criminosa e peculato, que é apropriar-se de bens ou recursos públicos em função de seu cargo.

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